A Associação Salgueiro Maia (ASM) assinalou, no passado sábado, dia 13, o seu terceiro aniversário com a apresentação do livro “Salgueiro Maia, das Guerras em África à Revolução dos Cravos”, da autoria de Moisés Cayetano Rosado.

A apresentação da obra esteve a cargo do coronel João Andrade da Silva, capitão de Abril e presidente da ASM e de Fernando Mão de Ferro, responsável da Colibri.

A obra historiador espanhol Moisés Cayetano Rosado foi publicada em espanhol, pela Fundação Caja Badajoz, e em português, pelas Edições Colibri, contendo um prefácio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e tradução de um dos Capitães de Abril (capitão do mar e guerra Almada Contreiras), tendo sido co-editado pela Associação 25 de Abril e pela Associação Salgueiro Maia.

Moisés Cayetano Rosado é, nas palavras de Andrade da Silva, um historiador, “interventivo e corajoso”, na busca da verdade histórica e da defesa e salvaguarda da cultura do seu país, mas também apaixonado pelo seu país vizinho – Portugal – participando na organização de inúmeros eventos literários e culturais.

Nasceu em La Roca de la Sierra (Badajoz, Espanha), em 1951. É licenciado em Filosofia e Ciências da Educação e doutorado em Geografia e História. Publicou vários livros sobre diversos aspectos da vida raiana e temas históricos e sociais da realidade dos dois lados da fronteira. Dirige a revista “O Pelourinho”, dedicada a temas comuns entre os dois países.

Segundo o autor, este seu mais recente livro resulta “de um ano de intenso esforço, pesquisando em arquivos, documentos, documentários, jornais, publicações memoriais, narrativas, investigações, entrevistas pessoais, contactos de todos os tipos e uma ajuda muito generosa de amigos, conhecidos, pessoas comprometidas com a causa” que vem aprofundando, e em que, de forma mais ou menos ‘obsessiva’, trabalha há 25 anos.

Para Moisés Cayetano Rosado, Salgueiro Maia foi um “homem excepcional com o qual todos temos que aprender”, e o seu trabalho também pretende ser mais uma “homenagem a quem tanto devemos pela sua acção e exemplo”.

Segundo o autor, “de 1961 a 1974, Portugal enfrentou os movimentos de independência de Angola, Guiné e Moçambique, com a participação do Capitão Salgueiro Maia nos cenários de guerra de Moçambique e Guiné, constatando, no final, que está do lado errado da história. Em 25 de Abril de 1974, Salgueiro Maia comandou a coluna que partia de Santarém para Lisboa, para derrubar o Governo, correspondendo ao papel histórico de prender o ditador Marcelo Caetano, que o cumpriu com temperança, coragem e exemplaridade. O posterior desenvolvimento da Revolução e, principalmente, a renovação democrática não farão justiça a este corajoso militar, que faleceu em 4 de Abril de 1992, após uma dolorosa enfermidade, desencantado com a evolução do processo e com o tratamento que recebeu”.

A apresentação desta obra decorreu na Sede Nacional da ASM, nas instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém e foi precedida da Assembleia Geral ordinária da associação para aprovação do Plano de Actividades e do Orçamento Previsional para 2022, assim como a marcação da data das eleições para os novos corpos sociais para o triénio 2021-2024.

A Sede Nacional da ASM está implantada em espaço cedido pelo Município de Santarém, na antiga Escola Prática de Cavalaria, unidade militar da qual saiu a coluna comandada pelo Capitão de Abril Salgueiro Maia, rumo a Lisboa, na madrugada de 25 de Abril de 1974.

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