Vários presidentes de associações distritais e regionais consideram hoje à Lusa ser cedo para comentarem possíveis candidatos a avançarem para a liderança da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em 2024.

Questionado sobre o tema, o presidente da AF de Santarém, Francisco Jerónimo, disse não querer “pronunciar-se”, considerando que “não é ainda tempo de falar sobre o assunto”.

O presidente da Associação de Futebol (AF) de Leiria, Manuel Nunes, disse à Lusa que é “precoce” falar do tema quando ainda não foi apresentada oficialmente nenhuma candidatura, sendo que, questionado sobre a possibilidade de Luís Figo avançar para a corrida – hoje noticiada pelo Expresso – considera o nome “credível pelo seu passado enquanto jogador”.

“É uma pessoa com um registo credível no mundo do futebol, mas não passa de um rumor. Temos de aguardar para perceber se a possibilidade vai efetivar-se e, apenas depois disso, poderemos analisar a viabilidade”, disse.

Um dos nomes que também tem sido abordado é o de Pedro Proença, a quem Manuel Nunes atribui “trabalho feito no dirigismo desportivo e, sobretudo, na presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP)”, cargo que ocupa desde 2015.

Além disso, referiu também o presidente da AF Leiria, falta perceber se “as associações distritais e regionais quererão ou não apresentar um candidato”.

Fernando Gomes termina em 2024, no fim do ciclo olímpico, o terceiro e último mandato à frente do organismo – devido à lei de limitação de mandatos – depois de ter ‘transitado’ da LPFP para a FPF em 2011.

A mesma ideia foi depois corroborada pelo presidente da AF Braga, com Manuel Machado a dizer que as associações estão “atentas ao tema”, mas preferiu não tecer comentários sobre os nomes já avançados, enfatizando o perfil que terá de ter a pessoa que suceder a Fernando Gomes na liderança da FPF.

“Terá de ser uma figura com muita capacidade, com conhecimentos desportivos, financeiros e sociais, e com boas relações junto das instituições internacionais, para continuar o enorme legado que será deixado por Fernando Gomes”, elencou o dirigente, deixando rasgados elogios “à obra” que será deixada pelo atual presidente da FPF “e seus pares”.

E é, afirma, essa “obra” que tem de ser preservada.

“A FPF já está num patamar muito elevado e não podemos correr o risco de regredir uma obra extraordinária que Fernando Gomes e seus pares fizeram durante os últimos mandatos, nomeadamente com a construção da cidade do futebol [em Oeiras, Lisboa], com as valências que tem, e com o crescimento das várias modalidades”, disse.

A continuidade desse trabalho, salientou o presidente da AF Coimbra, tem de ser assegurado por quem assumir a presidência da FPF.

“O futebol português tem de estar preparado para continuar em frente. Os últimos três mandatos são, de facto, o mais belo trabalho que alguma vez se fez em Portugal e, por isso, terá de ter continuidade”, sublinhou Horácio Antunes.

Ainda que afirme ser “cedo para estar a fazer determinadas considerações”, o dirigente analisou as hipóteses de Luís Figo e Pedro Proença serem candidatos.

“O nome de [Luís] Figo é suficientemente importante para poder efetivamente aparecer como putativo candidato a umas eleições futuras”, disse, notando que, no caso de Proença, atual presidente da LPFP, “o trabalho realizado indica o que é capaz de fazer”.

Todavia, frisou Horácio Antunes, é fundamental “perceber se os nomes são meras sugestões e se vão ser efetivamente concretizadas através de candidaturas”.

O presidente da AF Aveiro, José Neves Coelho, alinha pela mesma ideia e afirma que “qualquer um dos nomes que têm sido ventilados são pessoas ligadas ao desporto”, mas que, “de momento, não passam de rumores”, e, por isso, opta por não se alongar sobre o tema.

Instado a comentar, também o presidente da AF Lisboa, Nuno Lobo, disse não ter “qualquer declaração a prestar”.

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