Associações humanitárias de bombeiros isentas de IVA no material de combate à pandemia

As associações humanitárias de bombeiros passam a estar isentas do IVA na aquisição de material para combate à pandemia, segundo um despacho publicado, abrangendo ainda esta isenção todas as entidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados.

“Atendendo às funções desempenhadas e inerentes à sua natureza jurídica, ficam agora expressamente incluídas as associações humanitárias de bombeiros” na lista de entidades que beneficiam da isenção do IVA na compra de equipamento necessário para o combate à covid-19, lê-se no despacho n.º 8422/2020, publicado hoje em Diário da República.

Assinado pelos secretários de Estado adjunto e dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, da Ação Social, Rita da Cunha Mendes, e adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, o diploma vem alargar esta isenção fiscal – recentemente prolongada até 31 de Outubro – “a entidades que, não detendo licenciamento das respostas sociais ou acordo de cooperação para o desenvolvimento de respostas sociais, assumem a prossecução de fins caritativos ou filantrópicos, mediante a demonstração da utilização dos bens em causa para os fins previstos na lei”.

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O despacho – que entra em vigor na quinta-feira, com efeitos desde 30 de Janeiro passado – esclarece ainda que estão abrangidas pela isenção “todas as entidades integrantes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados”.

Já incluídos pela isenção do IVA estavam os estabelecimentos e unidades de saúde do sector privado ou social, inseridos no plano nacional do Serviço Nacional de Saúde de combate à covid-19, com contratos firmados com o Ministério da Saúde e que constem de uma lista divulgada no sítio da Internet da Administração Central do Sistema de Saúde.

Também abrangidas estão “as entidades que detenham licenciamento das respostas sociais […] ou detenham acordo de cooperação para o desenvolvimento de respostas sociais […], que constem de lista divulgada no sítio da Internet do Instituto da Segurança Social, Instituto da Segurança Social dos Açores e Instituto de Segurança Social da Madeira”.

Em causa estão dispositivos médicos como respiradores e ventiladores e outros itens hospitalares e médicos como monitores, bombas, tubos, capacetes, máscaras, sistemas de sucção, humidificadores, laringoscópios ou estações de monitorização.

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