Os autarcas do Médio Tejo declararam hoje “grandes expectativas” perante a inclusão, na avaliação ambiental estratégia do futuro aeroporto, da localização em Santarém, o que, a confirmar-se, “será um grande investimento para a região e para o país”.

A tomada de posição foi anunciada após uma apresentação do projecto ao Conselho Intermunicipal do Médio Tejo, feita por Carlos Brazão, responsável do grupo Magellan 500, “com o propósito de única e exclusivamente efetuar uma apresentação do ponto de vista técnico e do desenvolvimento económico da construção de um aeroporto privado, denominado Aeroporto de Santarém”.

“Os autarcas, sabendo que ainda não existe nenhuma tomada de posição pelo Governo sobre esta matéria, estão obviamente com grandes expectativas, considerando que esta localização foi uma das escolhidas no âmbito da avaliação ambiental estratégica do futuro aeroporto, segundo a resolução do Conselho de Ministros. Caso se confirme, será um grande investimento para a região e para o nosso país”, lê-se numa nota da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT).

Para os autarcas, “um projecto desta envergadura, que servirá o país e a região, alavancará não só um desenvolvimento ímpar e diferenciador, como também potenciará o desenvolvimento do turismo, a oferta de emprego, expansão de negócios e outros mercados”.

Já a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), que ouviu hoje, igualmente, a apresentação dos promotores do projecto, reagiu declarando satisfação por se inserirem no seu território duas das alternativas que vão ser estudadas, Benavente (onde se situam os terrenos da designada opção Alcochete) e Santarém.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, disse hoje que a Comissão Técnica que irá levar a cabo a avaliação ambiental estratégica para o novo aeroporto de Lisboa vai estudar cinco soluções, podendo ainda propor mais, caso entenda.

O governante, que falava no final da reunião do Conselho de Ministros, adiantou que vão ser estudadas localizações únicas e soluções duais.

Em causa, está a solução em que o aeroporto Humberto Delgado fica como aeroporto principal e Montijo como complementar, uma segunda em que o Montijo adquire progressivamente o estatuto de principal e Humberto Delgado de complementar, uma terceira em que Alcochete substitui integralmente o aeroporto Humberto Delgado, uma quarta em que será este aeroporto o principal e Santarém o complementar e uma quinta em que Santarém substitui integralmente Humberto Delgado.

Pedro Nuno Santos disse que a localização Santarém foi incluída nas cinco soluções que vão ser estudadas no âmbito da avaliação ambiental estratégica do novo aeroporto da região de Lisboa por ter “mérito suficiente”.

“Durante o processo em que se estava a trabalhar nesta metodologia surgiram informações sobre uma potencial localização que o Governo entendeu poder ter mérito suficiente para integrar a avaliação ambiental estratégica [AAE]”, referiu Pedro Nuno Santos quando questionado sobre o facto de a opção Santarém ter sido incluído entre as várias localizações que vão ser estudadas pela comissão técnica independente que vai efetuar a AAE.

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