O Município de Azambuja está a preparar a implementação de um programa municipal de Desfibrilhação Automática Externa (DAE), que visa equipar espaços com grande afluência de pessoas e locais de alto risco com desfibrilhadores, bem como com pessoas devidamente certificadas para operar esses aparelhos.

Segundo uma nota da autarquia, o programa contemplará, de forma faseada, as escolas do concelho, as infra-estruturas desportivas municipais e outros edifícios e serviços a definir.

Um DAE – desfibrilhador automático externo, é um dispositivo médico que aplica choques eléctricos em situação de paragem cardiorrespiratória (PCR), por forma a que se consiga restabelecer o ritmo cardíaco normal e evitar a morte da vítima. Nessas situações, como é sabido, a probabilidade de sobrevivência é tanto maior quanto mais rápida for a intervenção do DAE.

“Perante esta realidade, a autarquia encara como uma prioridade a instalação de uma rede de desfibrilhadores em locais que registem uma grande afluência de pessoas, bem como em instalações onde se desenvolvam actividades que o justifiquem”, refere a mesma nota.

“Refira-se que Azambuja estava integrada num programa de DAE que vinha a ser concebido pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo. Perante a recente decisão da CIMLT de não avançar com o referido programa, o Município de Azambuja tomou prontamente a iniciativa de constituir uma equipa própria de trabalho para planificação e implementação do programa municipal de DAE de Azambuja, designado por “Choque para a Vida””, acrescenta.

A autarquia quer implementar o “Choque para a Vida” em três fases, até ao ano 2023. O arranque do plano, logo que esteja concluído e validado, prevê a instalação de seis DAE, um em cada sede de agrupamento de escolas do concelho, e ainda no Pavilhão Municipal, no Estádio Municipal e no Complexo de Piscinas de Azambuja.

Terá ainda lugar a formação e certificação de uma equipa de profissionais afectos a esses locais, com aptidão para operarem o DAE, sendo que esta fase deve estar concluída no final de 2021.

“O objectivo, nas fases seguintes, é estender o programa a mais escolas e edifícios municipais, contemplando toda a área do concelho em articulação com as Juntas de Freguesia. Este faseamento, ao longo de dois anos, deve-se a razões financeiras e técnicas. Além de se tratar de um investimento significativo, os critérios a cumprir para que o programa seja devidamente certificado pela entidade competente são rigorosos e exigentes. Daí, dar-se prioridade aos maiores estabelecimentos escolares e instalações municipais que comportem um risco acrescido e a eventual necessidade de um desfibrilhador”, conclui a autarquia.

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