Decorreu na tarde e no início da noite desta sexta-feira, dia 14 de Setembro o acto eleitoral para o Conservatório de Música de Santarém.

Pela primeira vez esta organização teve duas listas a concorrer aos seus órgãos directivos, uma de continuidade, encabeçada pela presidente Beatriz Martinho, e outra, de renovação, encabeçada pelo professor de saxofone Nuno Martins.

Beatriz Martinho venceu este acto eleitoral, com 175 votos a favor e 150 votos para a lista B. Registaram-se ainda dois votos nulos e um voto em branco.

Num universo de 2155 eleitores, os votantes foram 328.

Numa entrevista dada ao Correio do Ribatejo na edição de 06 de Junho, Maria Beatriz Martinho argumentou que “dirigir e orientar um Conservatório desta envergadura, não se resume a programas ou panfletos. É um trabalho contínuo que tem vindo a ser traçado desde sempre, para que se continue a projectar no futuro a nossa história”, defendendo com esta candidatura quatro princípios centrais: competência, rigor, confiança e verticalidade, propondo-se “reforçar a rede de cooperação com autarquias e outras instituições de ensino, levar o ensino da música a um público cada vez maior, mostrando as suas potencialidades na formação cultural e na melhoria da capacidade de concentração dos jovens”.

“Esta equipa apresenta um programa para quatro anos no qual se pretende reorganizar internamente o Conservatório por forma a poderem ser alcançadas tomadas de decisão dando voz a todos os actores do Conservatório. Pretendemos valorizar as funções do Conselho Pedagógico como eixo fundamental da vida escolar e regular comportamentos deontológicos de Docentes e Alunos. Está ainda contemplado o reforço da qualidade pedagógica e artística de Professores e Alunos com programas de mobilidade e intercâmbios nacionais e no estrangeiro e a implementação de indicadores de qualidade, transversais a todo o Conservatório, e que garantam a correcção atempada de situações não conformes, tendo sempre como padrão a gestão que caracteriza este Conservatório e que o trouxe à situação de prosperidade económico/financeira e de grande prestígio”, referiu ainda ao Correio do Ribatejo.

Recorde-se que o primeiro acto eleitoral, marcado para o dia 20 de Julho, não se realizou porque a lista opositora à presidência de então denunciou “a existência de irregularidades e de ilegalidades no processo eleitoral”, invocando um parecer da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social – por alegar que os cadernos eleitorais não respeitavam o regime jurídico, ao mesmo tempo que exigiam que fossem expurgados cooperantes que não são efectivos.

Entretanto, uma deliberação do Conselho Fiscal do Conservatório veio suspender o processo eleitoral e reafirmar a validade do caderno eleitoral, contestado pela lista liderada por Nuno Martins, opositora à lista liderada por Beatriz Martinho.

(notícia desenvolvida na edição impressa de 21 de Setembro)

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