Cerca de 30 bombeiros profissionais e voluntários, entre eles 19 operacionais da região de Santarém, que rumaram a Moçambique, em Março de 2019, para ajudar as vítimas do ciclone Idai, ainda não receberam o pagamento devido.

Segundo o JN que avança a notícia, estarão em causa cerca de 35 mil euros em dívida, correspondentes à participação dos operacionais nas acções de resgate e apoio à população da região da Beira. A Proteção Civil ainda não pagou os “abonos devidos a título de ajudas de custo por deslocação ao estrangeiro” por estar a aguardar autorização para proceder ao pagamento.

Em declarações aquele jornal, a Proteção Civil justifica que o atraso “deve-se ao facto de os operacionais não terem “vínculo permanente de emprego público”.

Recorde-se que na altura, foram deslocados 10 operacionais da Força Especial de Bombeiros e 20 bombeiros voluntários provenientes de oito corporações de Santarém, um dispositivo composto por elementos dos Bombeiros de Benavente, Abrantes, Alpiarça, Cartaxo, Vila Nova da Barquinha, Pernes, Tomar e Santarém.

Os operacionais estiveram 10 dias em Moçambique empenhados em operações de transporte de bens, purificação de água, desobstrução de vias na Beira e avaliação e reconhecimento aéreo das zonas críticas, através de drones.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué a 14 de Março de 2019. O número de pessoas afectadas pelo ciclone atingiu perto de um milhão.

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