Os bombeiros de Salvaterra de Magos estão a assegurar a alimentação de cerca de 200 animais isolados em várias ilhas do rio Tejo devido à subida do nível das água,s disse hoje o comandante da corporação, Paulo Dionísio.

Em declarações à Lusa, o responsável referiu que “não se trata de resgatar os animais”, mas de garantir que têm alimentação suficiente enquanto os acessos permanecerem submersos.

“Estamos a levar fardos de palha para os diversos pontos do Tejo dentro da nossa área de atuação”, explicou.

A identificação dos animais foi feita a partir de um reconhecimento aéreo realizado com o apoio do Campo de Voo de Benavente (CVB), com o objetivo foi identificar os que ficaram isolados e localizar grupos que não estavam visíveis no primeiro reconhecimento, feito por embarcação.

“Foram detetados animais que não estavam à vista da embarcação e a nossa missão consiste em alimentar todos os que estão isolados. Vamos continuar enquanto for necessário”, afirmou Paulo Dionísio.

Entre os animais localizados há manadas de gado bovino, burros e cavalos, distribuídos por várias ilhas junto a Benavente, Cartaxo, Azambuja e Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém.

“Há zonas com 90 animais, outras com 50 ou mais de cem. Contabilizámos, por alto, cerca de 200”, indicou o comandante.

O comandante alertou ainda para os efeitos das cheias nos animais, explicando que nem todas as espécies se adaptam da mesma forma.

“Os cavalos toleram melhor estar com água pelas patas, chegam a andar dentro de água no verão, mas o gado bovino não. As vacas e os bois têm mais dificuldade de adaptação a este tipo de clima e acabam por ser mais prejudicados nestas situações”, disse.

Ainda segundo o comandante, a permanência prolongada em zonas alagadas e sem pasto adequado fragiliza os animais, justificando a urgência da intervenção.

A operação decorre diariamente e deverá manter‑se enquanto os acessos permanecerem submersos.

Habitualmente, os animais são alimentados com recurso a um trator que faz a travessia para as ilhas, mas o percurso encontra‑se agora inundado, impedindo os criadores de chegarem ao local.

“Assim que houver condições para retomarem a alimentação normal pelo exterior, deixamos de fazer este transporte”, acrescentou Paulo Dionísio.

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