A Câmara de Abrantes inaugura hoje, feriado municipal, a nova museografia da Igreja de Santa Maria do Castelo, após uma intervenção para valorização do edifício, monumento nacional, e do património integrado no seu interior.

O Museu Regional D. Lopo de Almeida, integrado na igreja construída dentro do castelo da cidade no século XIII, “foi musealizado como Panteão dos Almeida e integrará a rede de Museus de Abrantes, em constituição, para atrair mais pessoas ao território, juntando-se a outras áreas de interesse turístico”, disse à Lusa o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Abrantes.

“O projecto que vai ser inaugurado na Igreja de Santa Maria do Castelo, um monumento nacional integrado em plena fortaleza, pretende dignificar toda a estrutura tumular da família Almeida, que está ali sepultada e de tudo o que diz respeito ao espírito de lugar da igreja”, afirmou Luís Correia Dias.

O Panteão dos Almeida, que abre ao público na terça-feira, abriga vários túmulos, entre os quais os dos condes de Abrantes (séculos XV e XVI), destacando-se os túmulos em estilo gótico florido flamejante, uma estrutura retabular quinhentista, azulejos hispano-mouriscos, e exemplares de frescos ou pinturas murais, que datarão do século XVI.

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A Igreja de Santa Maria do Castelo, que se presume ter sido mandada construir por D. Afonso II em 1215, foi o Panteão dos Almeidas, condes de Abrantes, que também tinham o seu palácio dentro do recinto do castelo, construído por ordem do alcaide-mor de Abrantes, D. Diogo de Almeida, por volta de 1432.

Em nota de imprensa, a autarquia refere que, com a intervenção realizada nos últimos meses, “através de painéis expositivos, o visitante poderá usufruir de ambientes cenográficos e sonoros, recordando dentro de cada espaço diferentes memórias da história e obra da família Almeida, a ínclita geração da nobreza portuguesa, associada à história de Abrantes e a vários momentos da História de Portugal”

O investimento na musealização dos elementos patrimoniais do Panteão dos Almeida está integrado no “projecto mais vasto do município de valorização, conservação e promoção do património histórico”, fazendo “parte de um conjunto de produtos turísticos que atraiam mais pessoas para o território e que se juntem a outras áreas de interesse turístico incontornáveis, como o património religioso ou o património natural”.

O Panteão integrará a futura rede de Museus de Abrantes, que inclui o Museu MDF – Metalúrgica Duarte Ferreira, em Tramagal (Prémio Museu do Ano em 2018), o MIAA – Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, que se encontra em fase de instalação no Convento de São Domingos, e, mais tarde, o MAC – Museu de Arte Contemporânea, que nascerá no Edifício Carneiro, e ainda a Galeria de Arte Contemporânea – QuARTel.

O investimento, que incluiu o projecto, a obra de construção civil para adaptação da igreja à instalação da museografia e a aquisição de sistemas cenográficos e tecnológicos, foi de 325 mil euros, tendo sido apoiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em cerca de 275 mil euros.

A partir do dia 15 de Junho, terça-feira, a Igreja de Santa Maria do Castelo reabre as portas para a visita ao público, de terça-feira a domingo das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30, encerrando à segunda-feira.

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