A Câmara de Alpiarça abriu um inquérito e está a “ouvir todas as partes intervenientes” sobre uma alegada agressão de um funcionário da autarquia a um dirigente sindical, disse hoje fonte camarária.

“Estamos a verificar o que se passou e a fazer um levantamento e um processo de inquérito aos envolvidos”, disse à Lusa o chefe de gabinete da Câmara de Alpiarça, Abel Pedro.

A alegada agressão terá acontecido na passada quarta-feira, quando o secretário do Gabinete de Apoio aos vereadores, Manuel Colhe, terá tentado “impedir que o plenário do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL)” marcado para quinta-feira, “se realizasse, alegando que a autarquia ia conceder a parte da tarde aos trabalhadores, por se celebrar o Dia da Ascensão”, lê-se num comunicado divulgado pelo STAL.

Segundo o sindicato, “perante a recusa de alteração da data de plenário”, Manuel Colhe terá tentado agredir o dirigente sindical Miguel Miranda, tendo sido necessária a intervenção de um trabalhador, “evitando assim que a agressão se concretizasse”.

De acordo com Abel Pedro, a câmara já tinha uma série de atividades programadas e perguntou “se havia a possibilidade, por parte do STAL, de alterar a data do plenário.

O chefe de gabinete diz ainda que o STAL “não acedeu a esta alteração e o plenário decorreu, na quinta-feira, dia 09”.

O STAL acusa o funcionário da Câmara de Alpiarça de ”tentativa de limitação da atividade sindical”, referindo “que este comportamento intimidatório é recorrente, tendo-se já verificado noutras ocasiões”.

Este sindicato diz ainda que “repudia fortemente tais atitudes, que atentam contra o direito à liberdade da atividade sindical”, e lamenta que este episódio tenha acontecido no 50.º Aniversário da Revolução de Abril, de cujas muitas conquistas uma sobressai relativamente à defesa dos direitos dos trabalhadores: a liberdade sindical”.

Num comunicado, o município de Alpiarça defende que o “executivo sempre trabalhou com proximidade com todos os trabalhadores, sem distinção, integrem ou não uma estrutura sindical”, assegurando “o respeito pelos mais elementares direitos e liberdades que lhes estão conferidos, incluindo a melhoria permanente das suas condições de trabalho.

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