A Câmara Municipal de Benavente quer reunir-se com a diretora regional da Segurança Social para discutir a redução do atendimento presencial em Samora Correia, que atualmente funciona apenas um dia por semana, disse hoje fonte da autarquia.

O serviço de Segurança Social em Samora Correia, cidade com cerca de 18 mil habitantes, está atualmente a funcionar apenas um dia por semana devido à falta de pessoal, situação que tem gerado descontentamento entre a população.

Fonte da autarquia confirmou hoje à agência Lusa que a câmara já solicitou uma reunião e que, neste momento, está à espera de disponibilidade na agenda da diretora regional da Segurança Social.

A presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira, numa reunião da autarquia em 05 de Dezembro, reconheceu que a extensão da Segurança Social na cidade “abre apenas um dia por semana por falta de funcionários”, situação que considera “insuficiente” para responder às necessidades da população.

A autarca informou que este serviço “não tem condições para abrir mais dias porque não há funcionários disponíveis”, sublinhando que a câmara está “em conversações com a diretora regional de Santarém da Segurança Social”.

A autarca garantiu que, apesar da limitação, a extensão não vai encerrar e continuará a abrir um dia por semana, até ser encontrada uma “solução mais completa” para Samora Correia.

A presidente lembrou ainda que a extensão de Benavente “está a funcionar normalmente”, ao contrário do que aconteceu no passado, quando Samora Correia tinha melhores serviços e recebia utentes da sede do concelho.

“Hoje há grande dificuldade em contratar, não só para este, mas também para outros serviços”, acrescentou.

Entretanto, o Grupo Parlamentar do PS questionou o Governo sobre as medidas previstas para assegurar um atendimento mais regular e eficaz da Segurança Social em Samora Correia.

 Os socialistas consideram “inaceitável” que o serviço funcione apenas um dia por semana, alertando para “o impacto negativo na inclusão social e na coesão territorial”.

O PS quer saber se existe intenção de encerrar ou reorganizar o balcão e que estratégias estão a ser desenvolvidas para colmatar a falta de pessoal, incluindo reforço de recursos humanos, incentivos à fixação de trabalhadores e melhoria das condições de funcionamento.

Os deputados sublinham que “a limitação do funcionamento compromete a eficiência e a proximidade do Estado com os cidadãos”, sobretudo numa área territorial que tem tido um aumento populacional e cujas necessidades de apoio social tendem a aumentar.

Os socialistas referem ainda que a responsável distrital do Instituto da Segurança Social deu conta de que está em curso uma reavaliação das instalações no distrito de Santarém, incluindo a de Samora Correia, sem que exista “ainda uma solução definida”, o que, afirma, “agrava a apreensão dos cidadãos e das entidades locais sobre o futuro da resposta presencial”.

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