Foto Ilustrativa
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O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, considerou que a decisão de construir o novo aeroporto da região de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete representa a solução “mais cara e demorada”, sendo necessários 10 a 12 anos.

“Saúdo o Governo pela decisão, mas fizemos aquilo que é normal em Portugal: escolhemos sempre o mais caro e o mais demorado”, disse Ricardo Gonçalves, em declarações à Lusa.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo aprovou a construção do novo aeroporto da região de Lisboa em Alcochete, seguindo a recomendação da Comissão Técnica Independente (CTI).

“O Governo decidiu aprovar o desenvolvimento do novo aeroporto de Lisboa com vista à substituição integral do Aeroporto Humberto Delgado no Campo de Tiro de Alcochete e atribuir-lhe a denominação de Aeroporto Luís de Camões”, revelou Luís Montenegro, numa declaração ao país, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, esta tarde.

O Campo de Tiro da Força Aérea, também conhecido como Campo de Tiro de Alcochete (pela proximidade deste núcleo urbano), fica maioritariamente localizado na freguesia de Samora Correia, no concelho de Benavente (distrito de Santarém), tendo ainda uma pequena parte na freguesia de Canha, já no município do Montijo (distrito de Setúbal).

O município ribatejano de Benavente, com cerca de 521 quilómetros quadrados, fica na fronteira do distrito de Santarém com a Área Metropolitana de Lisboa (AML) e a menos de meia hora da entrada em Lisboa

Segundo Ricardo Gonçalves (PSD), esta decisão prejudica os contribuintes, enquanto a opção Santarém era “aquela que melhor aproveitava as acessibilidades já existentes” e que “promovia uma melhor coesão territorial”.

Além disso, acrescentou o autarca, a opção Santarém reunia uma série de vantagens, nomeadamente o modelo de financiamento, suportado por privados, e o tempo necessário para construção da nova infraestrutura.

“Com esta decisão, serão necessários 10 a 12 anos para a construção do novo aeroporto, ao passo que em Santarém seriam necessários cinco a seis anos. É uma solução que seria mais rápida e menos onerosa para os contribuintes”, defendeu. 

Sobre as questões ambientais, o autarca considerou que a opção Alcochete apresenta alguns problemas, nomeadamente o “abate de sobreiros” e o facto de este território albergar uma “das maiores reservas de água doce do país”.

Todas estas questões ecológicas e ambientais “podem vir a ser colocadas no futuro e colocar em causa a construção do aeroporto”, alertou.

Por outro lado, com a construção do novo aeroporto da região de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete será necessário “canalizar muito dinheiro para a construção de novas infraestruturas”, ao passo que Santarém “já tinha todas as infraestruturas necessárias”, acrescentou o autarca.

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