O Município de Tomar adquiriu três biotrituradores para apoiar a trituração e a valorização dos sobrantes vegetais no concelho, num investimento de cerca de 70 mil euros, acrescido de IVA. Segundo a autarquia, a medida reforça a capacidade de resposta do território à acumulação de resíduos verdes, contribui para a redução do risco de incêndio e promove a economia circular.

A iniciativa surge na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin, que afetou várias freguesias do concelho com a queda de árvores e ramos e uma significativa acumulação de material vegetal em espaços públicos e privados.

“A resposta a essa ocorrência permitiu identificar necessidades e reforçar a capacidade de intervenção do Município perante fenómenos climáticos extremos”, destaca o município em comunicado.

Os equipamentos serão geridos através de um Plano de Intervenção Municipal, em articulação com as Juntas de Freguesia.

“Dos três biotrituradores adquiridos, um fica afeto aos serviços municipais e dois rodarão pelas freguesias de forma alternada, segundo uma ordem de prioridade que dará primazia às zonas identificadas com maior risco de incêndio, onde a redução da carga combustível é mais urgente”, explica.

A Câmara Municipal refere que cada equipamento permanecerá, em regra, durante uma semana em cada freguesia, de acordo com um calendário previamente definido e comunicado às Juntas, sendo que cada uma deverá assegurar um local adequado para a operação do equipamento, uma área para a deposição dos sobrantes pelos serviços e pelos munícipes e as condições necessárias ao seu normal funcionamento. A estilha resultante da trituração ficará à disposição da respetiva freguesia, que poderá utilizá-la de acordo com as necessidades locais.

Na fase inicial, a operação será acompanhada por um trabalhador dos serviços municipais, que prestará apoio técnico ao elemento designado pela Junta. A cedência de cada equipamento fica sujeita à assinatura prévia de um termo de responsabilidade, que define as condições de utilização, operação e conservação.

A autarquia adianta ainda que o novo modelo deverá entrar em funcionamento no início de julho, permitindo começar de imediato o trabalho de redução e valorização dos sobrantes vegetais existentes no concelho.

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