A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) criticou ontem o PEPAC – Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, indicando que o cenário nesta matéria é “desolador e não corresponde às necessidades da agricultura portuguesa”, segundo um comunicado.

A CAP, que reuniu o Conselho Consultivo da Região de Trás-os-Montes, levou a cabo com os dirigentes associativos transmontanos uma análise do PEPAC “apresentado recentemente em Bruxelas por parte do Governo”.

Para a Confederação, o PEPAC não é mais do que “o somatório de documentos repescados do passado e sem qualquer novidade estratégica”, de acordo com a mesma nota.

Luís Mira, secretário-geral da Confederação, citado na mesma nota, disse que o cenário nesta matéria é “desolador e não corresponde às necessidades da agricultura portuguesa, até porque os agricultores não foram devidamente auscultados relativamente a esta questão”.

“A CAP partilhou ainda com os dirigentes associativos de Trás-os-Montes, um programa de actividades para 2022 que procura retomar um conjunto de acções cujo desenvolvimento foi condicionado pela pandemia, assim como promover o conhecimento do sector agrícola por parte da população, particularmente pelos jovens”, referiu a entidade.

Em 2022, revelou a entidade, “a CAP deverá retomar iniciativas como ‘O Melhor de Portugal em Bruxelas’, a promoção de vinhos em mercados externos, neste caso, na Rússia, na Ucrânia, no Cazaquistão e em Israel, além da promoção do azeite em Taiwan e no Japão”. 

Além disso, “em conjunto com a sua congénere espanhola Asaja, a Confederação irá promover o Congresso Ibérico de Agricultura, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém” e a Farming Biodiversity Summit, em Salamanca.

“No sentido de esclarecer a população mais jovem sobre a realidade da agricultura portuguesa actual, a CAP irá desenvolver ao longo do ano o projecto PAC4ALL, iniciativa financiada pela Comissão Europeia e comparticipada pela Confederação dos Agricultores de Portugal, tendo como missão formar e informar a população portuguesa sobre os objectivos e vantagens da Política Agrícola Comum (PAC)”, uma acção “dirigida a crianças dos 6 aos 12 anos e respectivos professores”, destacou.

Por outro lado, em Novembro, “destaca-se a realização do Conselho de Presidentes da CAP, em Tomar, coincidindo com o aniversário da Confederação”.

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