A Câmara do Cartaxo já lançou o concurso público para a criação de uma incubadora de empresas, numa aposta no empreendedorismo e na atração de investimento para o concelho, indicou hoje o presidente do município.
Em declarações à Lusa, João Heitor adiantou que o futuro equipamento pretende “acolher e incubar projetos”, disponibilizando espaço e apoio a empreendedores e empresas em fase inicial de atividade.
“É uma forma de dizer à nossa comunidade que pretendemos estimular o empreendedorismo e que criamos condições para que as pessoas possam, na fase inicial, ter uma estrutura e o apoio necessário para arrancar com a sua ideia, com o seu negócio”, afirmou.
O autarca destacou que o objetivo passa por apoiar a transformação de ideias em empresas e contribuir para o crescimento do tecido económico local, criando condições para que os projetos se desenvolvam e gerem postos de trabalho.
Segundo João Heitor, a incubadora, que foi lançado a concurso público com um preço base de 428 mil euros, terá especial atenção à fixação de jovens no concelho, embora esteja aberta a utilizadores de todas as idades.
“Queremos também direcionar isso para jovens, de maneira que eles possam continuar a fixar-se aqui e sentir que têm as condições necessárias para desenvolver não só os seus projetos familiares, mas também os seus projetos profissionais”, referiu.
O concurso público está a decorrer na plataforma eletrónica de contratação pública, estando a entrega de propostas aberta até ao final do dia de sexta-feira.
De acordo com o presidente da Câmara do Cartaxo, o espaço ficará instalado nas antigas instalações da PSP, um edifício preparado para “acolher atividades de natureza tecnológica, administrativa e de prestação de serviços”.
A infraestrutura vai dispor de oito salas destinadas a empresas, além de um espaço de ‘cowork’, sala de reuniões, copa, zona de convívio e área de receção.
Embora exista um regulamento em elaboração que definirá as condições de utilização, João Heitor adiantou que a incubadora estará aberta “transversalmente a todos os negócios” compatíveis com as características do espaço.
Numa fase inicial, os utilizadores terão acesso a apoio administrativo, estando igualmente prevista a evolução do projeto para áreas como mentoria, internacionalização e apoio a candidaturas de financiamento, em articulação com associações empresariais e outros parceiros.
O responsável explicou ainda que o Cartaxo tem registado nos últimos anos uma “criação consistente de empresas” e que a nova infraestrutura pretende consolidar essa dinâmica, “oferecendo melhores condições a empreendedores e empresas”.
“Cartaxo já é um concelho atrativo para as empresas”, afirmou o autarca, defendendo que o município tem de reforçar as condições e reforçar a atratividade para demonstrar que está empenhado “em criar condições favoráveis ao investimento”.
Segundo João Heitor, existem atualmente empresas que escolhem o Cartaxo para se instalarem devido “à localização estratégica do concelho” e à postura “da autarquia perante o investimento privado”.
“Sem empresas não há emprego, sem emprego tudo se torna mais difícil”, sustentou.
