Carteiros de Santarém em greve parcial de 13 a 30 de Março

Os carteiros do Centro de Distribuição Postal de Santarém vão entrar quarta-feira em greve parcial, à primeira hora da manhã até 20 de Março e às duas primeiras horas de 21 a 30, disse fonte sindical.

Dina Serrenho, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT), disse à Lusa que esta greve parcial visa essencialmente dizer às populações que “o carteiro não tem culpa” pelo “mau serviço” que se vê obrigado a prestar, dada a dimensão dos “giros” que lhes estão atribuídos.

“As voltas são cada vez mais largas. Há lugares que estão duas a três semanas sem correio. Procuramos cobrir o prioritário e mesmo esse às vezes vem para trás”, afirmou, alertando para o agravamento da situação no período das férias.

Para o sindicato, a qualidade do serviço ficaria garantida com a contratação de mais cinco carteiros.

Segundo a sindicalista, os cerca de 40 carteiros deste Centro de Distribuição Postal (CDP), que cobre três concelhos com vasta área (Santarém, Almeirim e Alpiarça), “estão muito cansados”, situação agravada pelas condições do edifício onde trabalham em Santarém.

Dina Serrenho afirmou que os trabalhadores que vieram dos CDP de Almeirim e Alpiarça, fechados nos últimos anos pela empresa, foram colocados na cave do edifício de Santarém, um espaço “reduzido, sem luz solar e com um pé alto que deixa as tubagens do ar condicionado a um palmo das suas cabeças, com o barulho das turbinas”.

Questionada pela Lusa, a empresa afirmou respeitar o direito à greve, mas rejeitou as críticas feitas pelo SNTCT, considerando que esta tomada de posição coloca “em causa a normal distribuição de correio na região servida” pelo CDP de Santarém.

Fonte oficial dos CTT declarou que o CDP de Santarém “conta actualmente com os recursos adequados à actividade, de acordo com as metodologias e ferramentas de dotação de recursos” da empresa, “inclusive com um quadro de pessoal superior ao número de giros para prever as normais situações de absentismo”.

Por outro lado, assegurou que as actuais instalações “reúnem todas as condições de trabalho, mesmo nos locais sem luz natural”.

Segundo a empresa, o CDP de Santarém “cumpre os dois indicadores de qualidade de registos e tudo o que está previsto no âmbito do contrato de concessão do Serviço Postal Universal”, rejeitando que “algumas localidades estejam sem receber correspondência durante semanas”.

“Os CTT estão empenhados na melhoria contínua e estão, por isso, a investir 40 milhões de euros na modernização da rede postal, um investimento que permitirá aumentar a eficiência, a qualidade do serviço e melhorar as condições de trabalho dos carteiros”, acrescentou a fonte.

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