A Casa do Campino vai acolher o centro de vacinação covid-19 para o concelho de Santarém, já a partir da primeira semana de Fevereiro, onde o Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria (ACES) prevê iniciar a vacinação da população, por grupos prioritários.

Segundo Carlos Ferreira, director executivo do ACES da Lezíria, em Santarém estão referenciados cerca de 4.500 das 12.300 pessoas diagnosticadas para integrarem o primeiro grupo de vacinação da população, pessoas com mais de 50 anos e com patologias identificadas como de risco.

O edifício foi disponibilizado pela Câmara Municipal de Santarém, que após a votação para as eleições presidenciais, adaptou o espaço.

A Casa do Campino irá dispor de seis locais para vacinação simultânea, uma pequena secretaria, uma sala de espera, outra para preparação da vacina e outra ainda, ampla, para a permanência nos 30 minutos a seguir à vacinação.

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, refere que a autarquia vai colaborar com o ACES Lezíria, salientando a importância do início do funcionamento deste serviço e alertando para a multiplicidade de tarefas que estão a ser exigidas aos profissionais de saúde.

Carlos Ferreira salientou igualmente a forma como o pessoal de enfermagem se tem vindo a empenhar na resposta às muitas solicitações, lembrando que, a par da vacinação, que está já a decorrer nas estruturas residenciais para idosos, há ainda o apoio às estruturas de retaguarda criadas no distrito para acolhimento dos utentes que, devido à infecção pelo novo coronavírus, têm de ser retirados das instituições onde se encontram.

O responsável do ACES Lezíria afirmou que a campanha de vacinação a profissionais e utentes dos lares vai abranger um total de 4.964 pessoas dos nove concelhos que serve, tendo já sido concluída nas estruturas de Alpiarça, Chamusca e Rio Maior.

Carlos Ferreira referiu ainda que foram criadas 47 equipas, cada uma delas envolvendo um médico e três enfermeiros, o que obrigou a que, o atendimento nos centros de saúde tenha sido reduzido ao essencial.

O facto de existirem surtos em algumas estruturas fará com que, nesta fase, não sejam incluídas na campanha de vacinação, salientou, lembrando que todo o processo exigirá uma segunda volta, para aplicação da segunda dose.

O responsável adiantou também que os enfermeiros são ainda chamados a responder aos surtos, que têm vindo a surgir em várias localidades.

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