O caudal do rio Tejo mantém-se hoje com níveis elevados, mas com tendência a irem gradualmente descendo nas próximas horas, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

O comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato, afirmou que a noite passou sem sobressaltos e dentro do que era expectável, “com os caudais bastante altos, mas sem nenhuma situação de relevo” a registar.

“Agora de manhã, mantém-se assim, mantém-se na mesma com os 5.000 metros por segundo em Almourol [Vila Nova da Barquinha], sem expectativas de termos alguns picos ou alguns aumentos”, reportou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo.

David Lobato adiantou que as perspetivas da Proteção Civil apontam para que o Tejo “não volte a aumentar” o nível, porque as bacias e as barragens “estão agora a estabilizar” e “não estão a encher”.

“Estão a manter, ou seja, aquilo que estão a largar, é aquilo que estão a receber, e é expectável que se mantenha assim, agora, durante as próximas horas e durante os próximos dias”, anteviu.

As zonas mais afetadas e que geram mais preocupação são a zona baixa de Constância, “que já está um bocadinho mais aliviada”, e a zona baixa de Vila Nova da Barquinha, que também está “na mesma situação”, identificou o comandante sub-regional.

“É expectável que agora, nos próximos dias, haja aqui redução daquilo que é os níveis e, se assim acontecer, é expectável que baixemos aqui o nível do nosso alerta, do nosso plano, para o nível laranja”, acrescentou, frisando que por enquanto mantém-se o vermelho ativo.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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