A administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) revelou na passada segunda-feira que, no primeiro semestre do ano, registou “um crescimento recorde de todos os seus indicadores assistenciais”.

Em comunicado, a administração do CHMT adianta que a Maternidade de Abrantes inverteu a tendência dos últimos dois anos, tendo aumentado o número de partos, “apesar do funcionamento alternado das maternidades da região aos fins de semana que esteve em vigor até ao final de Maio”.

Por outro lado, a Urgência Pediátrica respondeu “a um total de cerca de 18.000 episódios”, o que representou mais 2.000 atendimentos face ao semestre homólogo ou um crescimento da pressão assistencial de 12%”, refere.

Nas três unidades do CHMT (Abrantes, Torres Novas e Tomar, no distrito de Santarém), foram realizadas 93.562 consultas externas de especialidade, mais 4.056 do que no primeiro semestre de 2022 (mais 5%), e realizadas 4.966 cirurgias programadas, um crescimento de 8% (9% na cirurgia de ambulatório), respondendo ao esforço de recuperação da actividade suspensa pela covid-19, salienta.

“A pressão sobre o Serviço de Urgências no Médio Tejo manteve-se muito alta – este semestre atingiu-se um acumulado de 78.574 episódios de urgência, distribuídos entre a Urgência Médico-Cirúrgica de Abrantes, as Urgências Básicas das Unidades de Tomar e Torres Novas, a Urgência Pediátrica em Torres Novas e a Urgência de Ginecologia-Obstetrícia, em Abrantes”, indica o CHMT.

No balanço do primeiro semestre do ano, a administração do CHMT, presidida por Casimiro Ramos, aponta, ainda, o crescimento de 8% nos internamentos em enfermaria, que totalizaram os 8.690, e de 23% na hospitalização domiciliária.

O CHMT refere, igualmente, um crescimento de 4% nos exames de diagnóstico, mais de 1,5 milhões, com destaque para a especialidade de Gastroenterologia (mais 12%).

Salientando o empenho do Serviço Nacional de Saúde, Casimiro Ramos reconhece, citado no comunicado, que o encerramento da Urgência Pediátrica em Torres Novas quinzenalmente aos fins de semana, durante o Verão, “por dificuldade em garantir as escalas com as férias dos profissionais e contingências súbitas com dois médicos pediatras”, não é o que desejava, mas, salienta, “é uma alternativa que garante maior previsibilidade e segurança para os utentes”.

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