As cheias na bacia do Tejo continuam hoje a provocar fortes constrangimentos na circulação rodoviária do distrito de Santarém, com 217 vias afetadas entre submersões, abatimentos, movimentos de massa e isolamentos, informou hoje a Proteção Civil.

Num aviso à população, a proteção civil refere que os caudais do Tejo continuam elevados, devido às descargas das barragens a montante e às previsões de precipitação por vezes forte, podendo agravar inundações urbanas, galgamentos de cursos de água e instabilidade de vertentes.

De acordo com a Proteção Civil, as 217 vias afetadas abrangem 19 municípios, com situações de submersão, quedas de taludes, colapsos de plataformas rodoviárias e isolamento de localidades. Entre os concelhos mais atingidos estão Salvaterra de Magos, Santarém, Cartaxo, Chamusca, Alpiarça, Golegã, Almeirim, Abrantes, Constância, Azambuja e Ourém.

Em Salvaterra de Magos, vários troços continuam intransitáveis, incluindo a Ponte Rainha D. Amélia, enquanto no Cartaxo há isolamentos nas povoações de Valada, Porto de Muge, Palhota, Setil e Reguengo da Valada.

Em Santarém, registam‑se movimentos de massa, abatimentos de via e submersões em várias estradas nacionais, municipais e acessos a localidades ribeirinhas, como Caneiras, cuja população já foi evacuada.

Na Golegã, as zonas ribeirinhas das freguesias da Azinhaga e Pombalinho estão inundadas e uma ponte na Quinta da Cardiga permanece “em risco de colapso”.

Na Chamusca, várias estradas estão interditas por quedas de vertentes, colapso de vias ou submersão, incluindo o dique da Senhora das Dores, igualmente interdito.

Já em Alpiarça, há estradas rurais submersas, abatimentos de plataforma rodoviária e locais isolados, como as Quintas da Lagoalva e a Quinta de Vale e Arsénio.

Em Benavente, a Estrada Nacional (EN) 118 está submersa em vários pontos e há vias inundadas em Foros da Charneca, Porto Alto e na zona ribeirinha. A Estrada Municipal (EM) 1456 e outras estradas municipais continuam com cortes.

Em Almeirim, há múltiplas vias submersas, incluindo troços da EN114, da EN368 e acessos à zona industrial, bem como ligações a Fazendas de Almeirim.

Em Abrantes, zonas ribeirinhas como o Aquapolis e a Estação de Canoagem de Alvega estão submersas, além de vários troços da EN118.

Em Constância, o centro ribeirinho permanece submerso, com ruas históricas e acessos a Tramagal e Montalvo cortados por submersão ou movimentos de massa.

Em Ferreira do Zêzere, deslizamentos de terras continuam a interditar vias, incluindo a ligação ao Lago Azul e caminhos na zona do Bêco.

Em Torres Novas, várias estradas e arruamentos estão submersos ou interditos devido a deslizamentos, nomeadamente ligações a Riachos, Zibreira, Lapas e Pena.

Em Vila Nova da Barquinha, o Cais de Almourol está submerso, o Parque Ribeirinho permanece interdito e a ponte da Quinta da Cardiga continua em risco de ruir. Várias ruas estão inundadas.

No Sardoal, movimentos de massa continuam a afetar a antiga EN2 entre São Domingos e Brescovo, e a área de lazer da Lapa permanece submersa.

Em Ourém, há estradas submersas e vários deslizamentos ou abatimentos de via em freguesias como Formigais, Matas, Espite, Seiça, Almoster e Fátima.

Em Tomar, a EN110 está submersa na zona urbana e há deslizamentos no Itinerário Complementar (IC) 9, sobretudo entre Carregueiros e Vale dos Ovos.

Em Alcanena, várias vias estão condicionadas ou cortadas por inundação, com estradas municipais encerradas em Moitas Venda, Louriceira e Videla.

Na nota, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de inundações urbanas, instabilidade de vertentes e formação de lençóis de água, recomendando que a população não atravesse zonas alagadas, retire bens das zonas inundáveis e mantenha os animais em locais seguros.

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