O comandante Proteção Civil da Lezíria do Tejo afirmou hoje que a situação no território se mantém tranquila, apesar de várias estradas condicionadas por inundações, não havendo, até ao momento, qualquer ocorrência considerada grave.
Em declarações à Lusa, o comandante Hélder Silva, explicou que existem vias temporariamente condicionadas, que abrem e voltam a fechar consoante a oscilação do nível do rio.
“O ponto de situação neste momento é de algumas estradas inundadas, mas tratam-se de condicionamentos temporários. O rio sobe, condiciona a circulação, mas quando baixa, as vias voltam a estar abertas”, afirmou, sublinhando que não existe nenhuma situação preocupante neste momento.
Segundo o comandante, o nível das águas baixou devido ao alívio das barragens, embora a previsão de chuva contínua nas próximas horas obrigue a uma monitorização constante.
“Vamos ter chuvas contínuas, que podem criar alguns problemas”, afirmou.
Questionado sobre o risco de haver populações isoladas, o responsável disse não haver situações anormais, apenas os casos habituais em períodos de cheia.
“Temos aquelas populações que são normalmente isoladas, são pessoas muito habituadas a este tipo de situação” referiu, acrescentando que as zonas ribeirinhas que habitualmente ficam isoladas encontram‑se sob acompanhamento dos serviços municipais, que já efetuaram contactos com os moradores.
A proteção civil confirmou à Lusa que não há feridos, desalojados nem qualquer ocorrência de maior associada às cheias, e que a monitorização é feita “de duas em duas horas”, com equipas municipais no terreno a verificar caudais, avaliar zonas potencialmente inundáveis e informar preventivamente as populações que possam vir a ser afetadas.
“Estamos a trabalhar por antecipação, sobretudo nas zonas que normalmente ficam submersas”, concluiu.
De acordo com o aviso à população emitido pela proteção civil esta manhã, os níveis hidrométricos do Tejo mantêm-se elevados, com oscilações, enquanto o rio Sorraia registou uma ligeira descida durante a noite.
Segundo a nota, 58 vias no distrito de Santarém estão condicionadas, com destaque para isolamento de localidades e condicionamentos na circulação.
No concelho de Salvaterra de Magos estão cortadas, entre outras, a Estrada do Paul (ligação Marinhais–Foros de Salvaterra), troços na Estrada do Escaroupim, a rua da Caseta e a estrada do Massapez.
No Cartaxo, encontram-se submersas a Estrada Nacional (EN) 114-2 (Setil–Ponte do Reguengo), a EN3-2 (Ponte do Reguengo–Valada), e a rua Prof. Fernando Jaime Soares da Costa.
Em Santarém, estão inundadas a EN365-4 (Ponte de Alcaides), a Ponte do Alviela, troços na EM1348, o cais da Ribeira de Santarém, a Estrada do Livramento (Pernes) e o acesso à Quinta da Califórnia, entre outras.
O comunicado indica ainda que o Reguengo do Alviela se encontra isolado e que a ponte da EM572, entre São Caetano e Vila Nova da Barquinha, está “em risco de colapso”.
Na Golegã há campos agrícolas inundados, e no concelho da Chamusca, a ligação fluvial Arripiado–Tancos está interditada.
Em Alpiarça, a EN368 está cortada e várias estradas municipais encontram-se interditadas, incluindo acessos usados como alternativas. Na Azambuja, há localidades isoladas, como Carvalhos/Manique do Intendente, e vários acessos submersos, incluindo a EN3-2 entre Azambuja e Valada.
Em Benavente, está submersa a EM1456 e há risco de submersão da EM515 (Paúl do Trejoito). Já em Almeirim, dois troços da ER-A2 encontram-se cortados devido a lençóis de água. Também há ocorrências registadas em Abrantes, Constância, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Sardoal e Entroncamento, incluindo parques de estacionamento, acessos ribeirinhos e pontes inundadas.
