O presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo considerou que as declarações do ministro da Economia sobre atrasos nos apoios à reconstrução de habitações não se aplicam a este território, onde há uma mobilização total.
“Os concelhos colocaram até em causa a contínua resposta no normal funcionamento dos seus serviços, nomeadamente do urbanismo”, disse o presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), João Leite, em declarações à Lusa.
Segundo o autarca, que é também presidente da Câmara de Santarém, os 11 municípios da CIMLT “mobilizaram as suas equipas de forma total para dar resposta às inúmeras solicitações” decorrentes da sucessão de tempestades que atingiu o país.
Ontem de manhã, o ministro da Economia e da Coesão Territorial disse que o processo de atribuição de apoios à reconstrução de casas “não está a correr bem”, responsabilizando as câmaras municipais pela demora na avaliação dos prejuízos.
Segundo o ministro, que falava nas jornadas parlamentares do PSD, existem “25 mil candidaturas” a apoios, num valor global de 143 milhões de euros, mas “o dinheiro que chegou às mãos das pessoas ainda é muito pouco” devido à lentidão dos procedimentos locais.
À Lusa, o João Leite considerou que as declarações do ministro “evidenciam desconhecimento” da realidade concreta da Lezíria do Tejo.
“Acredito que estava a referir-se a outra realidade que não a da CIMLT”, afirmou, sublinhando que o mais importante é garantir a continuidade do trabalho no terreno.
“Vamos manter o nosso empenho total neste processo. As populações contam com o empenho dos concelhos da Lezíria do Tejo”, acrescentou.
O ministro, que falava em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, disse ainda que o Governo foi “agilíssimo” no desenho das medidas de apoio e na transferência de verbas para as empresas, apontando 877 milhões de euros já pagos a 3.725 empresas e a contratualização de 1.141 milhões com outras cerca de cinco mil.
Relativamente às famílias, Manuel Castro Almeida recordou que o Governo celebrou protocolos com as ordens dos Engenheiros e dos Arquitetos para disponibilizar 700 técnicos às autarquias, de forma a acelerar o levantamento dos prejuízos.
