Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh e vice-presidente da CAP, defendeu na noite da passada terça-feira, em Santarém, que o “combate às alterações climáticas passa por acordos fortes com a China, os Estados Unidos da América e a Índia.”

Gonçalo Andrade foi convidado do Rotary Clube de Santarém para uma palestra que teve como tema “A marca Portugal na Europa e no Mundo no Sector Agro-alimentar”.

Entre 2012 e 2022, a fileira das frutas, legumes, plantas ornamentais e flores do sector agro-alimentar português mudou bastante. Modernizou-se, focou a sua estratégia nos clientes e mercados externos, passou a planear campanhas, logística, mercados, clientes e comunicação. Usou as embaixadas portuguesas e a rede internacional do AICEP para crescer nos mercados externos, manteve uma forte presença em feiras de destaque mundial. Os resultados estão à vista: em dez anos, a produção subiu 86% e as exportações 120%. Em 2022 foram alcançados os 2.000 milhões de exportações, que correspondem a 51% da produção nacional e se destinam a clientes em 136 países.

O ano passado foi complexo e desafiante para os produtores nacionais, com custos de produção elevados, secas extremas, produções afectadas por alterações climáticas, instabilidade nos mercados, limitações e dificuldades no acesso à água.

Mesmo assim, a fileira das frutas, legumes, plantas ornamentais e flores do sector agro-alimentar continuou a garantir elevada qualidade e segurança alimentar aos consumidores nacionais e internacionais, levando a sua marca e a marca Portugal a 136 países um pouco por todo o mundo.

Numa sessão bastante concorrida e participada, Gonçalo Santos Andrade abordou ainda aspectos fundamentais ligados ao sector, nomeadamente quanto aos mercados, ao associativismo, às restrições impostas a nível ambiental e, sobretudo, aos crescentes problemas de água com que os agricultores portugueses se debatem.

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