A 19.ª sessão do Comité Intergovernamental para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO começa hoje, no Paraguai, onde a Arte Equestre Portuguesa integra a lista de práticas propostas para classificação.

O Comité Intergovernamental para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) reúne-se até 07 de dezembro em Assunção e, entre as candidaturas apresentadas, conta-se ainda uma do Brasil sobre o modo de produção artesanal do Queijo de Minas, no Estado de Minas Gerais, no sudeste do país sul-americano.

“A Equitação Portuguesa é uma prática que se traduz na excelência do ensino do cavalo expressa na realização dos andamentos e ares de alta escola, que deriva do ensino praticado nas academias de arte equestre europeia, com particularidades que a distinguem, fundamentalmente as que advêm da equitação de trabalho de alaceamento e lide do touro, em campo ou em arena, ou nos jogos equestres”, indica a descrição patente no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, do qual consta desde 2021.

O mesmo texto lembra que esta prática “encontra-se plasmada no trabalho realizado desde o século XVIII na Real Picaria, tendo atingido uma difusão contínua que chegou [à atualidade] e congrega numerosos indivíduos e grupos de praticantes”.

A comunidade de praticantes vai desde os amadores aos profissionais, encontrando-se o maior grupo na Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE), embora haja praticantes espalhados por 20 países em cinco continentes, como recorda o texto patente na candidatura à classificação pela UNESCO.

A EPAE, com sede no Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa, realiza apresentações regulares no Picadeiro Henrique Calado, na zona lisboeta da Ajuda.

A escola reata os costumes da corte portuguesa do século XVIII. Esta arte foi fixada pelo marquês de Marialva, Manuel Carlos de Andrade (1755-1817), no livro “Luz da Liberal e Nobre Arte de Cavallaria” (1790), e “daí se referir a forma de montar [portuguesa] como ‘à Marialva’”, disse à agência Lusa fonte da candidatura.

A arte portuguesa de montar a cavalo “distingue-se pela forma de trajar dos cavaleiros, os arreios que são diferentes de outras escolas, e forma de lidar com o cavalo”, acrescentou.

Várias manifestações culturais portuguesas estão inscritas na lista do Património Imaterial da UNESCO, como o fado, o cante alentejano, ou a barro negro de Bisalhães e a dieta mediterrânica.

A candidatura a Património Imaterial da Humanidade foi avançada pela Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano, em parceria com o município da Golegã e a Parques de Sintra.

Leia também...

Pecuária Extensiva em destaque na FNA 24 em Santarém

A FNA 24 – Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo, que se realiza de 08 a 16 de Junho no Centro Nacional…

Santarém tem sido ‘espelho’ dos resultados em 50 anos eleições

O distrito de Santarém tem sido um ‘espelho’ da votação global em eleições presidenciais, de acordo com dados revelados hoje pela Pordata, que indicam…

Bombeiros Voluntários de Alcanede assinalam 29.º Aniversário da Corporação

Os Bombeiros Voluntários de Alcanede comemoraram o seu 29.° Aniversário no passado domingo, 17 de Março, com várias actividades quer se iniciaram pelas 9h00,…

Ponte d’Asseca cortada ao trânsito

A Ponte d’Asseca encontra-se cortada ao trânsito, devido à subida do nível das águas provocada pela depressão Leonardo. A situação mantém-se crítica. Em comunicado,…