Inicio de agosto. Temperaturas altas. De acordo com os dados conhecidos, vivemos este ano o mais seco desde que há registos.

Se as chuvas de março ainda poderiam criar uma falsa esperança quanto a como seria este ano, a primavera e o verão vieram confirmar os piores cenários.

A seca tomou conta dos países e os seus efeitos são já muito evidentes e sentidos.

Este cenário já não ocorre apenas nos países do sul da Europa, tendencialmente mais propícios a estas condições extremas no nosso continente.

O norte da Europa e a própria Grã-Bretanha apresentam um cenário alarmante. Chegamos a este início de agosto com uma situação de seca em quase metade do território da União Europeia, agravada pelo défice de humidade no solo e elevado nível de stresse na

vegetação.

Os efeitos das alterações climáticas surgem em todo o seu mau esplendor. Ouvir hoje falar em adiamento de metas de redução de emissões e do compromisso da Europa em alcançar

um impacto neutro no clima até 2050, tem de ser assumido como um acelerador da destruição do Planeta.

Mesmo com os problemas sentidos neste momento, a União Europeia tem de manter o seu foco na redução drástica das suas emissões de gases com efeito de estufa e continuar a procurar formas de compensar as restantes emissões que são inevitáveis.

Atingir o ponto de zero emissões líquidas beneficiará as pessoas e o ambiente e limitará o aquecimento global, devendo este objetivo europeu ser mantido e sem possibilidade de desvio.

Convém termos presente que estas alterações e mudanças de paradigma no desenvolvimento, devido à transição para a neutralidade climática, vão forçosamente conduzir a um diverso número de oportunidades ao nível dos mercados, do emprego, do desenvolvimento

tecnológico e do crescimento económico.

Temos vindo a assistir, cada vez mais, a fenómenos meteorológicos, em que o aumento das temperaturas é apenas uma dessas evidências, que têm e trarão custos elevadíssimos para a economia da União Europeia e limitarão a capacidade dos países na sua produção de alimentos.

Qual a solução? Os objetivos definidos para 2050 são um princípio, sendo certo que o centro de tudo estará na ação humana.

Até que ponto estaremos disponíveis para alterar o rumo? Até que ponto estaremos disponíveis para uma redução urgente e em grande escala na emissão de gases com efeito de estufa? Até que ponto estaremos disponíveis para travar a destruição da Terra?

Estas são as chamadas perguntas para “um milhão de dólares”. E as políticas publicas, na Europa e no Mundo, irão ditar se tivemos a capacidade para travar a fundo este acumular de anos de disparates e pensar em adotar, de forma séria e ponderada, medidas para salvar o Planeta. Não se trata de lidarmos com a ficção ou um simples filme que vemos numa sala de cinema ou nas nossas casas. Trata-se mesmo de o salvar e de nos salvarmos.

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