“É um surto sem precedentes”.

Foi desta forma que o presidente da Camara de Santarém, José Miguel Noras introduziu o tema na reunião do executivo municipal do passado dia 2.

O Autarca referia-se à onde de furtos sobre bens e patrimoniais existentes não só na cidade, mas em todo o concelho de Santarém.

“Nada tem escapado a este ciclo vandálico e inexplicável que está a fazer eclipsar o nosso património”, denunciou José Miguel Noras, informando que nos últimos tempos ocorreram cerca de duas dezenas de assaltos ao património, registados no concelho.

(Voltar a vedar o jardim está, por enquanto, fora de hipótese, para afastar a insegurança que se vive, à noite, em redor daquele espaço.)

A gota de água que terá feito transbordar o copo foi o desaparecimento, na noite de 28 para 29 de Outubro da estátua “O menino e o pato”, existente no Lago do Jardim da Republica.

A autarquia participou “nesse mesmo dia o furto à polícia, não havendo até hoje qualquer indício de quem possa ter efectuado tal acto”.

A estátua em pedra que foi serrada serviu de abertura para a discussão do tema insegurança.

O presidente da autarquia apresentou ainda outros exemplos de património roubado. NA freguesia da Romeira desapareceu alvenaria em Casais de S. Brás. NA igreja da Azoia de Baixo leões em pedra foram subtraídos da igreja local.

O problema é sério e levantou ainda a questão da falta de segurança de quem tem de passar perto do Jardim da Republica à noite.

“Quantas pessoas andam armadas ali à noite?” interroga José Miguel Noras, que assegura que a própria PSP apenas entra “em força” naquele Jardim, bem no coração da cidade.

Sugestão de vedar todo o Jardim não encontrou bom acolhimento por parte da Camara e José Miguel Noras anunciou que a edilidade “poderá pedir a presença em força da PSP naquele jardim”.

Este autarca denunciou ainda o roubo de algumas das farpas existentes no monumento ao forcado, no sacapeito, bem como o autêntico rally que alguns automobilistas fazem pela relva do dito monumento.

“Estou muito ceptico e revoltado com tudo isto”, lamenta o presidente da Camara de Santarém.

A estes actos vandálicos Herminio Martinho, vereador social democrata, responde com um número de telefone directo para denunciar junto das autoridades.

“É necessário sensibilizar o cidadão”, alertou.

(In: Correio do Ribatejo de 10 de Dezembro de 1999)

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