De 27 de Fevereiro a 01 de Março, Coruche volta a pôr a mesa para a 36.ª edição das Jornadas de Gastronomia – Coruche à Mesa. Entre pratos emblemáticos do receituário local, vinhos da região e animação musical, Coruche desenha um roteiro de sabores onde a gastronomia se cruza com a memória, o território e a vida à mesa.
As Jornadas de Gastronomia – Coruche à Mesa regressam à vila de Coruche para a sua 36.ª edição. Inspiradas na cozinha tradicional ribatejana e nos produtos da região, as ementas deste evento recuperam sabores de longa memória, cuja confeção valoriza a autenticidade dos ingredientes.
Ao longo do fim de semana, dias 27 de Fevereiro e 01 de Março os restaurantes Coruja Chef, Fonte de Pau, Maia, O Coruchense, O Farnel, Ó Manel, Páteo Sorraia, Ponte da Coroa, Sabores de Coruche, Stein Grill, Temperos da Terra e Versátil Café-Bar associam-se a esta edição, compondo um verdadeiro percurso gastronómico pelo concelho, onde cada casa contribui com a sua identidade e interpretação da tradição, fazendo de Coruche, durante três dias, uma região de encontro entre cozinhas, mesas e histórias partilhadas.
Do receituário local fazem parte pratos emblemáticos como sopa de feijão-frade do Couço, febra e cachola de azeite e vinagre, bacalhau assado com migas, ensopado de borrego, entrecosto com migas, cabrito frito à lavrador, carne de porco de alguidar com migas do pingo ou sável frito com açorda de ovas, sempre acompanhados pelos vinhos da região. À sobremesa, mantêm-se clássicos incontornáveis como arroz doce, bolo branco e bolos de mel e nozes.
O certame mantém como referência identitária a obra do gastrónomo coruchense José Labaredas, autor do livro Coruche à Mesa e Outros Manjares (1999),
um contributo fundamental para a preservação da memória gastronómica local. Resultado de uma recolha rigorosa do receituário tradicional, a obra reúne receitas, saberes e estudos que ajudam a compreender a cozinha de Coruche como expressão viva da sua história, do território e das suas gentes.
Ao longo destes dias, Coruche desenha-se num mapa de mesas abertas, onde a tradição chega ao prato e a memória se reconhece no sabor.
