O primeiro-ministro salientou ontem, durante uma visita à Feira Nacional de Agricultura (FNA), o “belíssimo momento” que o sector está a viver e que disse estar patente no certame.

António Costa considerou o certame como “excelente mostra do grande trabalho” que os agricultores portugueses têm realizado e do “belíssimo momento” que a agricultura nacional está a viver “nas suas frentes mais diversas”.

Lembrando que este ano a FNA é dedicada ao vinho, o chefe do executivo socialista afirmou que o sector tem vindo, nos últimos anos, “a bater recordes” na exportação e a melhorar a sua qualidade, o que atribuiu à “opção chave” de combinar os centros de competência e produção de conhecimento com “a experiência adquirida e o saber” da agricultura, o que “tem permitido que o sector agrícola seja hoje um dos sectores muito relevantes” da economia portuguesa.

“Todos nos lembramos de como há umas décadas se teve a ilusão de que era possível prescindir da agricultura. Já não havia mais lugar para a agricultura. Mas agora todos felizmente têm a consciência de que valeu a pena apostar na agricultura e de que a agricultura tem futuro”, declarou, realçando o papel do sector no combate às alterações climáticas, na prevenção dos incêndios e mesmo no turismo.

“Quando tivemos, felizmente, uma série de prémios na área do turismo, estes não se devem só à qualidade da gastronomia, à simpatia das nossas gentes, ao turismo urbano, mas também à paisagem que nós temos e que é desenhada pela agricultura”, afirmou.

Costa disse que uma visita à FNA permite constatar a diversidade do sector e do que ele mobiliza, nomeadamente produtos agro-alimentares, maquinaria, produtos e serviços de apoio à produção, cada vez “mais sofisticados” e a requererem “maior conhecimento” e “maior competência técnica”, destacando a presença de “muita gente jovem, que já não olha para a agricultura como algo de que querem fugir, mas, pelo contrário, com interesse”.

“Neste local simbólico que é Feira Nacional da Agricultura quero expressar o grande agradecimento pelo trabalho a que os agricultores se dedicam, actividade muito dura, sujeita a muitas incertezas, do clima, de mercados, de contingências políticas, à escala global e nacional, de muito risco, mas que conta com gente muita rija pronta a fazer avançar a nossa agricultura e o país”, afirmou.

A 56.ª Feira Nacional de Agricultura/66.ª Feira do Ribatejo, que tem por tema “A Vinha e o Vinho”, foi inaugurada sábado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Ao longo de nove dias, além do debate de questões ligadas ao sector, a FNA proporciona aos visitantes a possibilidade de provar “o melhor da produção nacional”, de contactar com empresas de toda a fileira e de assistir a espectáculos equestres e relacionados com as tradições ribatejanas, como as largadas de toiros e actividades com campinos.

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