Covid-19: CHMT aumenta nível de resposta e reforça equipas no Hospital de Abrantes

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) vai alterar horários e reforçar a partir de hoje as equipas de profissionais de saúde na Unidade Hospitalar de Abrantes, onde centraliza o combate ao novo coronavírus, antevendo uma maior afluência.

Nesse sentido, o CHMT, que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, no distrito de Santarém, activou o nível 2 do seu plano de contingência para dar resposta aos doentes SARS-CoV-2, o que implica um aumento da capacidade de internamento em enfermaria covid de 96 para 197 camas na Unidade Hospitalar de Abrantes, e encerrar o serviço nocturno nos Serviços de Urgências Básicas de Tomar e Torres Novas, que passam assim a ter um novo horário de atendimento, uma medida já adoptada na primeira fase da pandemia.

Em comunicado, o conselho de administração (CA) do CHMT dá ainda conta que a “capacidade de camas de Cuidados Intensivos pode ir até às 32 camas no Serviço de Medicina Intensiva”, numa medida de “reorganização temporária” e que “deriva da implementação das orientações recebidas da tutela”.

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Decorrente desta “necessidade de alocar recursos humanos”, e “em articulação estreita com os responsáveis municipais da região”, o conselho de administração do CHMT “decidiu alterar os horários de funcionamento dos dois Serviços de Urgência Básica [em Tomar e Torres Novas], encerrando os mesmos nos períodos nocturnos, entre as 00:00 e as 08:00, encerrando a admissão de doentes a essas mesmas urgências básicas às 21:00”, horários que entrarão em funcionamento hoje.

Na mesma informação pode ler-se que os utentes que necessitem de recorrer ao serviço de urgência do CHMT, entre a 00:00 e as 08:00, devem dirigir-se ao serviço de urgência médico-cirúrgica, instalado na unidade hospitalar de Abrantes, que “mantêm em funcionamento, 24:00 sobre 24:00, o serviço de urgência médico-cirúrgica, o serviço de urgência pediátrica e o serviço de urgência de obstetrícia”.

O CA do CHMT refere ainda que “vai retomar algumas das medidas adoptadas durante a primeira fase da pandemia”, sem especificar quais, além do fecho das Urgências Básicas, “e, ainda, acrescer outras medidas que resultam da orientação agora transmitida [pela tutela] da articulação inter-regional”, e ao abrigo da qual é atribuída ao CHMT uma capacidade para internamento de doentes covid-19 até às referidas 197 camas.

Em Março, na primeira fase da pandemia, o CHMT transferiu de forma temporária algumas valências do Hospital de Abrantes para outras unidades hospitalares do Médio Tejo, sendo a Ortopedia transferida para o Hospital de Tomar e a Maternidade e serviço de Ginecologia/Obstetrícia para a Unidade Hospitalar de Torres Novas, de modo a concentrar o acolhimento e internamento dos casos mais graves identificados com o novo coronavírus.

“O CHMT desde sempre mostrou uma enorme solidariedade e disponibilidade para receber doentes de outros hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em momentos críticos para essas outras entidades hospitalares”, pode ler-se na nota informativa, tendo o CA afirmado que “essa disponibilidade e solidariedade nunca colocaram em causa a capacidade assistencial aos doentes covid da área de influência do Médio Tejo”.

Segundo o CHMT, o novo quadro organizativo é “temporário”, perspectivando que “venha a durar até ao final do próximo mês de Fevereiro”.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 48,7 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.740 pessoas dos 161.350 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-geral da Saúde.

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