O Município de Santarém assinalou, no dia 11 de abril, o Dia Mundial da Saúde, numa sessão evocativa sobre o tema “A minha saúde, o meu direito”, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Para Alfredo Amante, Vereador da Câmara Municipal de Santarém, com o pelouro da Saúde, “o Dia Mundial da Saúde, são todos os dias. O direito à saúde é um bem comum, essencial a todos os cidadãos que pode ser definido como um conjunto de normas e garantias que assumem o acesso universal e igualitário a serviços de saúde de qualidade com o objetivo de promover o bem-estar e a qualidade de vida de toda a população”.

Na sessão de abertura, Tatiana Silvestre, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Lezíria, referiu que “o envelhecimento da população trouxe um grande peso para o Serviço Nacional de Saúde, traduzindo-se numa maior procura e num aumento das listas de espera, agravado pela escassez de recursos humanos”. A Presidente do Concelho de Administração alertou para o facto de “em 2023, o Hospital Distrital de Santarém registou 32.575 faltas às consultas, em que apenas 3% foram justificadas” e apelou a que “não falte à sua consulta; se tiver mesmo que faltar, avise-nos atempadamente”.

A iniciativa contou com uma redonda composta por Maria João Estorninho, Professora Catedrática da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Félix Lobelo, Delegado de Saúde Pública, Eva Palha, Médica nos Cuidados de Saúde Primários, Maria Manuela Vieira, Enfermeira nos Cuidados de Saúde, com moderação a cargo de Hélia Dias, Diretora da Escola Superior de Saúde de Santarém.

O Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente a 7 de abril e foi a data escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando organizou a primeira assembleia, com o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas críticos de saúde do mundo e mobilizar esforços para resolvê-los.

O tema deste ano, “A minha saúde, o meu direito”, foi escolhido para defender o direito de todas as pessoas, em todos os lugares, de ter acesso a serviços de saúde, educação e informação de qualidade, bem como a água potável, ar puro, boa nutrição, habitação de digna, condições ambientais e de trabalho decentes e livres de discriminação.

Segundo a OMS, em 2021, mais de metade da população mundial não tinha acesso a cuidados de saúde básicos. Todas as pessoas têm o direito aos cuidados de saúde e a serem tratadas com dignidade e respeito, independentemente da raça, situação económica, religião, nacionalidade, orientação sexual ou género.

A saúde de milhões de pessoas está sob crescente ameaça, com doenças, alterações climáticas, desastres e conflitos a devastar comunidades e a negar este direito fundamental.

No entanto, a saúde é tanto um direito como um dever coletivo e individual. É da responsabilidade individual cuidar da própria saúde, adotar estilos de vida saudáveis e comportamento preventivos e é um dever coletivo, no sentido em que deve mobilizar toda a sociedade para realizarem ações para melhorar a saúde e o acesso aos cuidados básicos.

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