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O distrito de Santarém manteve na noite eleitoral de ontem a tradição de ser um espelho do país em eleições presidenciais, com um padrão de voto semelhante ao resultado nacional, incluindo a vitória de António José Seguro.

A Pordata, base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, reuniu dados que ajudam a retratar a evolução histórica das eleições presidenciais em Portugal e, num estudo divulgado há duas semanas, revelou ter descoberto que este distrito era um fiel reflexo da votação global.

Nas 10 eleições presidenciais ocorridas entre 1976 e 2021, o desvio de votos, em percentagem, de qualquer candidato, foi sempre inferior a cinco pontos percentuais naquele distrito, e o sufrágio de hoje não foi exceção.

O socialista António José Seguro foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais no distrito de Santarém, com 28,58% dos votos, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

Na votação global, quando faltavam apurar apenas 12 consulados e estava fechada a contagem a nível nacional, obteve 31,14 %.

No distrito de Santarém, o líder do Chega, André Ventura, foi segundo, com 28,04%, e o terceiro foi João Cotrim Figueiredo, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, com 14,70% dos votos, uns números que comparam, respetivamente, com 23,48% e 15,99% a nível global.

No distrito de Santarém, a ordem de votação dos 11 candidatos foi igual à nacional, com Henrique Gouveia e Melo (13,32%) em quarto, Luís Marques Mendes (9,60%), o candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), em quinto e Catarina Martins (1,83%) em sexto.

Depois da antiga líder do Bloco de Esquerda ficou o candidato apoiado pelo PCP, António Filipe (1,81%), seguindo-o músico Manuel João Vieira (1,29%) e Jorge Pinto, do Livre (0,59%).

O sindicalista André Pestana recolheu 0,19% dos votos e o pintor Humberto Correia 0,07%.

Todos estes resultados se inserem na tendência registada nas anteriores eleições presidenciais, já que os desvios de votos relativamente à votação global foi inferior a cinco pontos percentuais.

Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.

Como nenhum dos candidatos alcançou a maioria dos votos expressos, António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de Fevereiro.

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