Ana Catarina Silva é a autora do livro infantil ‘Nini e Simão – A Aventura da Alimentação”, uma obra centrada na alimentação e nos bons hábitos alimentares, dirigida às crianças entre os 6 e os 12 anos de idade. A enfermeira pretende com esta obra promover a literacia em saúde dos mais novos, passando uma mensagem saudável e com linguagem acessível, possibilitando que imaginem e aprendam simultaneamente.

‘Nini e Simão – A Aventura da Alimentação” é o seu mais recente livro. Com que objectivo lançou esta obra dedicada aos mais novos?
Tentei criar no imaginário infantil uma pequena aventura entre dois amigos, mas simultaneamente, e como enfermeira, fazer alguma educação para a saúde, o que nem sempre se torna fácil nestas idades, sendo este o principal objectivo do lançamento, promover a literacia em saúde das crianças entre os 6 e os 12 anos de idade.

O que a inspirou e o que é que retrata o livro?
A maior inspiração foi o facto de estar grávida e querer concretizar um sonho antigo, desta forma consegui ter aquele momento de tranquilidade e inspiração. O livro conta a história de dois amigos, a Nini, menina sábia e preocupada, e o Simão, eterno brincalhão que só quer gulodices, que vivem numa pequena aldeia, na época em que os legumes eram os heróis das histórias. Nini vai ajudar o Simão, e não só, a fazer escolhas saudáveis, vai esclarecer dúvidas, fazer comparações e dar exemplos.

Como enfermeira, considera ser de extrema importância educar as crianças para os bons hábitos alimentares?
Sem dúvida, é de pequenino que começam os bons e maus hábitos, e é fulcral consciencializar desde cedo as crianças pelas suas escolhas. Devem saber o porquê de saber optar e tomar decisões informadas, são também eles responsáveis pela sua saúde no futuro. Quanto mais informados, mais conscientes e responsáveis serão.

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O que representa para si a escrita e, em particular, a escrita para crianças?
A escrita é fundamental para passar mensagens que nem sempre conseguimos transmitir de outra forma. A escrita para crianças aproxima-nos do seu imaginário e faz-nos voltar a pensar de uma forma descomplicada.

Em que altura da sua vida descobriu esta vocação?
Desde sempre gostei de escrever, bem como desenhar, pintar… Sou uma grande admiradora das artes. Mas após a conclusão da licenciatura comecei a ter interesse em descobrir livros infantis que nos falassem de saúde, acho que se torna mais simples abordar assuntos sérios de forma leve e descontraída, e seja uma abordagem com crianças, seja com idosos, a forma como fazemos passar a mensagem terá de ser simples e de fácil compreensão para que haja uma adesão à mudança de hábitos e consequentes ganhos em saúde. Penso que foi aí que o interesse pelos livros infantis associados à saúde começou, não numa vertente de vir um dia a escrever um, mas de conseguir de forma simples e prática passar mensagens sobre saúde, ou seja, fazer de certo modo educação para a saúde. Daí, a ambicionar ter o meu livro, foi um saltinho. Demorou, adiei, achava que não era o momento certo, mas durante o ano passado concretizei este objectivo e finalmente foi editado já este ano, em Maio.

Como é o seu processo criativo?
Não tenho forma de descrever um processo criativo, mas basicamente o que necessito para que a ideia assome é de tempo, tranquilidade e nada mais. Para a concretização deste livro necessitei de parar, as ideias estavam desarrumadas na minha cabeça, mas existiam, apenas tive que as arrumar e dar um enredo à história.

Tem algum tema predominante nos seus livros?
Este é o meu primeiro livro, o tema geral é a saúde, gostava de dar continuidade às aventuras destes dois amigos no futuro, vamos ver se será possível, mas caso aconteça, o tema predominante será sempre a saúde, e há tantos temas interessantes para abordar junto das crianças…

Que livros é que a influenciaram como escritora?
Livros infantis, passam mensagens tão importantes de forma tão descomplicada.

Tem outros projectos em carteira que gostaria de dar à estampa?
Ter tenho alguns projectos, mas só o tempo dirá se os conseguirei realizar a todos. Para já quero dar continuidade a este, dar a conhecer e espero que continue a ser bem recebido como até aqui, só tenho a agradecer a quem já conhece esta aventura e agradecer o feedback que me tem sido transmitido.

Um título para o livro da sua vida?
Sonhar no horizonte. Parece-me um bom título, pois acho que devemos sonhar e olhar sempre em frente, acreditar no que realmente queremos, isso é meio caminho para que se torne realidade. O sonho deve ser acompanhado de objectivos e isso dá-nos ambição para chegar um pouquinho mais longe e desejar que o amanhã seja ainda melhor.

Viagem?
Açores, sem dúvida.

Música?
Gosto de extremos, desde fado ao rock, adoro o António Zambujo, mas por outro lado também gosto imenso de Bon Jovi.

Quais os seus hobbies preferidos?
Adoro desenhar e pintar, gosto de fazer caminhadas, andar de bicicleta e nadar.

Se pudesse alterar um facto da história, qual escolheria?
Trump a presidente, acho que nunca em tempo nenhum faria sentido uma pessoa destas ser presidente de um país.

Se um dia tivesse de entrar num filme, que género preferiria?
Comédia, a vida deve ser levada de forma leve e divertida.

O que mais aprecia nas pessoas?
A honestidade, simpatia, capacidade de perseverança, simplicidade e empreendedorismo.

O que mais detesta nelas?
A arrogância, falta de empatia, pessoas complicadas.

Acordo ortográfico. Sim ou não?
Acordo ortográfico sim. Embora inicialmente tenha discordado bastante, no entanto, uma vez que foi aplicado considero que não devemos recuar mas sim adaptarmo-nos a esta nova realidade.

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