Entrevista a António Vardasca: “Há campinos hoje que nem o barrete sabem pôr”

António Vardasca Júnior, nasceu a 19 de Maio de 1929, em Vale de Figueira, no seio de uma família de camponeses.

Frequentou a escola primária até aos onze anos, idade em que começou a trabalhar como moço, na Casa Infante da Câmara, onde seu pai era ‘moiral’ das tralhoadas.

Aos catorze anos passou a ser boieiro, agarrado à rabiça de uma charrua.

Por ocasião das partilhas da Casa Infante da Câmara, António Vardasca, acompanhando o seu pai, ficou às ordens da Quinta de Alpompé, onde trabalhou toda a vida.

Aos vinte seis anos de idade, e já casado há quatro, António Vardasca começou a ser campino, mas ainda dedicado sobretudo ao gado equino, sendo ‘moiral’ dos poldros, substituindo o ‘moiral’ Patrício Colorau.

Sobre a vida da campinagem actual, António Vardasca não tem dúvidas de que nada agora é parecido com os trabalhos de antigamente. A mecanização da agricultura e os “aramados” das propriedades alteraram tudo. Hoje ainda há meia dúzia de campinos “a sério”, mas, na maior parte dos casos os campinos que vão às festas e às feiras já não são campinos a tempo inteiro. Esta profissão está quase extinta, e a maioria dos campinos que ainda trabalham estão no Alentejo, para onde os lavradores transferiram as suas ganadarias.

Nas casas agrícolas onde se cria gado bravo ainda há um ou dois campinos, mas, mesmo assim, no dia a dia estes já andam montados é em bons jipes ou em motas de quatro rodas…

Homem do Ribatejo, António Vardasca será homenageado amanhã, sábado, pelas 17 horas, pelo Centro de Bem Estar Social de Vale de Figueira, por ocasião da sua Feira do Arroz Doce.

O Correio do Ribatejo juntou-se a esta iniciativa e esteve à conversa com o Campino, entrevista essa que pode ser lida na edição impressa que hoje saiu nas bancas. Pode também assistir ao vídeo dessa entrevista abaixo:

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