O executivo municipal de Santarém vai implementar, no início de Dezembro, uma alteração à circulação rodoviária junto à Estação Ferroviária, criando um sentido único experimental na Rua da Estação e monitorizando os resultados durante 60 a 90 dias. A medida, articulada com as Infraestruturas de Portugal (IP) e com a Polícia de Segurança Pública (PSP), pretende reduzir o congestionamento nas horas de maior afluência e reorganizar o estacionamento numa zona que tem registado forte pressão após a criação do “Passe Verde”.

O vereador Pedro Gouveia, responsável pela mobilidade, confirmou, na reunião do executivo do passado dia 24, que o novo modelo de circulação será implementado após aprovação formal na sessão da autarquia marcada para 9 de Dezembro. Segundo o autarca, a alteração começará por ser experimental, permitindo ajustes caso a medida não produza os efeitos desejados.

“Trata-se de uma solução de circulação e estacionamento que será monitorizada. Se os resultados forem positivos, será consolidada; caso contrário, será ajustada”, afirmou o vereador.

A alteração ao trânsito incluirá sentido único na Rua da Estação, ainda sem sentido definido publicamente, mas com excepções para autocarros da Rodoviária do Tejo, entidade com a qual o município já iniciou contactos. A decisão será igualmente discutida com a PSP, garantiu Pedro Gouveia.

A pressão sobre o tráfego naquela zona intensificou-se com o aumento de passageiros no comboio, associado ao “Passe Verde”, o que levou a Câmara a adoptar várias medidas paliativas para “minimizar transtornos”, nas palavras do presidente João Teixeira Leite. 

Entre elas estão um shuttle gratuito entre o planalto da cidade e a Ribeira de Santarém, a aquisição de um terreno para estacionamento informal nos terrenos junto à estação, e a gratuitidade dos primeiros 20 minutos no parque das Infraestruturas de Portugal, solução destinada a quem apenas deixa ou recolhe passageiros.

“Há uma necessidade absoluta de melhorar as condições de circulação e de estacionamento numa das infra-estruturas críticas da cidade”, sublinhou o presidente do município, considerando que o conjunto de soluções pretende “aliviar o peso” que se faz sentir no local.

Durante a reunião, a oposição socialista questionou a falta de um plano global de mobilidade, exigindo a publicitação do calendário e dos custos associados às intervenções. Na resposta, o executivo garantiu que as medidas hoje apresentadas pertencem a um plano mais alargado e que serão tornadas públicas faseadamente.

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