Para a empresa Águas de Santarém é indispensável reduzir o desperdício de água, não só com acções de consumo racional para a sustentabilidade dos recursos hídricos, como através da eficiência, nomeadamente na detecção e prevenção de fugas de água.

Esta foi uma das mensagens principais da comunicação “Águas de Santarém: Os desafios de um mercado de “quase monopólio””, proferida pelo presidente do Conselho de Administração da Empresa das Águas de Santarém – EM, S.A., Ramiro Matos, por ocasião da 149ª Assembleia de Investigadores do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, realizada no dia 29 de Abril.

“Não podemos descurar a sustentabilidade ambiental, e um dos problemas que temos, a este nível, são as perdas de água.

São números lamentáveis, mas transversais a quase todos os municípios. Há uma clara diferença entre a água que é aduzida e a água que é efectivamente facturada. Temos uma tendência de redução ao longo dos anos, mas estamos nos 28% e estamos a trabalhar para reduzir ainda mais”, afirmou o responsável.

Segundo disse, este é um dos “grandes critérios de eficiência e sustentabilidade”: “o bem já é escasso e, se estamos a deixar perder desta forma, muitas vezes sem que a pessoa seja penalizada por estar a utilizar indevidamente, prejudica todos. Esta questão das perdas é uma das nossas prioridades”, declarou.

Neste ‘combate ao desperdício’, afirmou Ramiro Matos, a empresa investiu cerca de 1,5 ME e agora, só no primeiro trimestre de 2021, lançou procedimentos superiores a 500 mil euros precisamente para corrigir este problema.

Ainda no campo da sustentabilidade, o responsável da empresa deu a conhecer a nova marca que incentiva ao consumo de água da torneira e é amiga do ambiente: a “águAS, Natural de Santarém”.

“A sustentabilidade é palavra-chave por detrás desta novidade, pretendendo que a água do município chegue a todos, de todas as formas. Esta é uma garrafa reutilizável, um rótulo e um posicionamento de marca semelhante a qualquer outra insígnia de água”, explicou.

A propósito desta campanha, o presidente do Conselho de Administração da empresa Municipal A.S – Águas de Santarém, explicou que “este é um momento muito importante para a empresa. Temos vindo a traçar um percurso de credibilidade e confiança, alicerçado na sustentabilidade e no consumo responsável. Queremos reforçar que a água da torneira da nossa região é uma das melhores a nível nacional e que é plenamente apta ao consumo humano e que ao consumi-la estamos a beneficiar o nosso meio ambiente”.

Com o indicador água segura a manter os 99 % (98,66 %), beber água da torneira com confiança “continua a ser uma realidade, conforme demonstram os dados do relatório anual sobre o “Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano”, referente ao ano de 2019”, segundo Ramiro Matos, destacando que este desempenho confirma a “tendência de excelência” na qualidade da água para consumo humano.

“As garrafas de água constituem o quinto artigo mais encontrado nas limpezas das zonas costeiras, tendo um impacto significativamente negativo no planeta, considerando que o plástico tem um processo de degradação de até 450 anos. Torna- se premente um gesto simples – a utilização de uma garrafa de água reutilizável, como a da marca águAS, para consumo de água canalizada. Um recurso natural, saudável, sustentável e sempre disponível: basta abrir a torneira”, disse.

Para os próximos anos, como prioridades, o presidente do Conselho de Administração da A.S destacou o investimento numa nova ETAR de Santarém, a substituição de condutas mais antigas, a reposição de pavimentos danificados nas intervenções, o reforço da relação com os clientes através do uso das novas tecnologias, aproximando-os da empresa e facilitando o dia-a-dia de todos, simplificando procedimentos e ainda levar a cabo acções de sensibilização ambiental, de sustentabilidade e de confiança dos munícipes.

O maior investimento que a empresa prevê é realizar “uma grande reformulação”, com aumento de capacidade, da ETAR de Santarém, que serve uma grande parte do concelho e acusa já um grande desgaste, sendo um equipamento de maior importância no sistema de águas residuais.

A par desse investimento, orçado em cerca de 7 milhões de euros e que terá de ser realizado por fases e, se possível, com recurso a fundos comunitários, a A.S equaciona “diversos investimentos urgentes no sistema de abastecimento de água e no sistema de águas residuais, quer de manutenção, quer de melhoria de capacidade”.

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