O Centro Cultural de Sardoal acolhe, até 30 de Junho, o IX Encontro Internacional de Piano, envolvendo cerca de meia centena de participantes, entre alunos e professores, oriundos de vários países.

A iniciativa, organizada pela autarquia e pela Academia Internacional de Música “Aquiles Delle Vigne”, apresenta um programa rico em termos de oferta e qualidade da programação, a par da continuidade do seu propósito pedagógico – o Prémio Sardoal Jovem Talento.

Este ano, o Festival Internacional de Piano vai contar com a participação de cerca de 20 jovens pianistas de Portugal e mais sete países – Itália, Japão, China, Alemanha, Islândia, Noruega e Ucrânia -, a par de professores, mestres e jurados, num total de cerca de 50 participantes, com “algumas famílias sardoalenses a acolher jovens pianistas em suas casas”.

Qual é a importância de acolher o IX Encontro Internacional de Piano para a comunidade de Sardoal?

É de extrema importância não só pela valorização cultural que um evento desta importância dá aos sardoalenses e a toda uma região que nos visita, como também pela dinâmica que é dada durante estes dias à nossa pequena economia local.

Como avalia a participação das famílias sardoalenses no acolhimento dos jovens pianistas de outros países?

Tem sido fantástica a participação das famílias. Quando de ano para ano as contactamos para acolherem os jovens pianistas, na maioria dos casos já eles o fizeram. Assim, criam-se laços de uma enorme grandeza onde nem a barreira linguística é um problema.

Qual o impacto que espera que este evento tenha na promoção do património cultural de Sardoal?

Durante este período, algumas capelas da nossa vila têm um piano onde são leccionadas masterclass e os participantes trabalham de manhã à noite. As portas estão abertas e os Sardoalenses podem acompanhar os trabalhos aí desenvolvidos. Na sexta-feira dia 28 teremos uma caminhada concerto pelo património onde, nas nossas diferentes capelas e igrejas teremos momentos musicais de elevada qualidade que vão desde a arpa, o violoncelo, a guitarra portuguesa e claro o piano, sem esquecermos a sempre presente Filarmónica União Sardoalense.

Como olha para o envolvimento dos jovens pianistas na vida cultural de Sardoal e que iniciativas futuras estão planeadas para continuar a apoiar esses talentos?

Verificamos que a participação de jovens pianistas da nossa região tem vindo a crescer, o que muito nos agrada. Colaboramos continuadamente com as escolas de música da nossa região cedendo o Centro Cultural Gil Vicente e o excelente piano aí existente para poderem apresentar os seus programas e o desenvolvimento escolar efectuado ao longo do ano. Apoiar estes talentos é também criar a oportunidade para que eles se possam apresentar ao público.

Como avalia o apoio financeiro e institucional recebido para a realização deste evento, e que outras formas de apoio gostaria de ver implementadas no futuro?

Pela primeira vez, este ano, tivemos o apoio financeiro de um programa da DGARTES de apoio à programação, com o financiamento a 50%, o que nos permite termos outro tipo de opções. Este encontro está em franco crescimento apesar da sua afirmação em termos não só nacionais.

Não será por falta de apoio que o Encontro Internacional de Piano não vai ter a sua X Edição no ano de 2025, tenho a certeza.

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