Até ao próximo dia 24 de Dezembro, a Casa do Brasil-Casa Pedro Álvares Cabral, em Santarém, propõe uma viagem pela história da cidade, através da Exposição “Urbanidade – 150 Anos de Elevação de Santarém a cidade (1868-2018)”.

Inaugurada no sábado, dia 18, data em que, até 1940, se assinalou o Dia da Cidade, a mostra passa em revista várias décadas da história de Santarém, através de antigas fotografias ou objectos, espólio relacionado com a história local.

Carlos Amado (coordenação, imagem e museografia) e Luís Mata investigação e museologia), curadores da Exposição, realizaram uma visita guiada pelos vários espaços da exposição, que contou ainda com actores do Veto Teatro Oficina – Círculo Cultural Scalabitano, do Centro Dramático Bernardo Santareno e alunos do Curso de Artes do Espetáculo da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado que evocaram momentos dos diferentes períodos da história, retratados nesta exposição.

No ano em que se comemoram os 150 anos da elevação de Santarém a cidade, inaugura-se esta exposição que vai estar patente até dia 24 de Dezembro e que pretende mostrar através de imagens, “a alteração histórico-urbanística destes lugares da antiga vila e a sua transformação no tempo, retratando, quer as diferentes funções e atividades que aí ocorreram, quer os equipamentos que aí se instalam e que marcam a imagem da cidade romântica”.

Ao entrar na Casa do Brasil, logo na recepção, estão expostas as principais figuras que assinalam o Decreto da Elevação de Santarém a Cidade: Marquês Sá da Bandeira e o Rei D. Luís. A par destas duas importantes figuras, é feito um enquadramento da exposição.

No Hall e no Bar, encontram-se aspetos da Defesa e Salvaguarda do património de Santarém: maquetas da Igreja da Trindade, Mosteiro de S. Domingos dos Frades de Santarém, Porta de Manços, entre outro espólio.

Nas arcadas exteriores e no Jardim, os visitantes são convidados a fazer uma viagem pela arquitetura do período romântico e azulejaria.

Na primeira Sala, no 1º Piso está retratado o período da Monarquia (época de1868 a 1910), nomeadamente, os Transportes, a Ponte, o Hospital, o Sistema de Energia e água.

A 2ª Sala retrata o período da República – de 1910 a 1926, em 1919 – o Pronunciamento de 1919 que comemora este ano 100 anos e espólio da Sociedade Recreativa Operária e Caixeiros de Santarém. Nesta Sala também está exposto o Busto da República.

A 3ª Sala mostra o período do Estado Novo – de 1926 a 1974: estão retratadas as feiras, transportes, quadros com figuras de Salazar e Carmona, projecção de filmes da época e arquitetura.

Na 4ª Sala está patente o período de 1974 até aos dias de hoje – Sala da Revolução, com referência à Revolução do 25 de Abril e à figura do Capitão Salgueiro Maia.

O visitante pode assistir à projecção de imagens desse período, a par da mostra de atividades culturais e sociais que tinham lugar durante esta época.

Leia também...

Município da Chamusca submete candidaturas a linha de apoio ao turismo

A Câmara Municipal da Chamusca aprovou quatro projectos impactantes para o Concelho na área da cultura, turismo e promoção local. Os projectos comportam um…

Hoje é o Dia de Santarém na Feira e a autarquia oferece as entradas

O município de Santarém está hoje em destaque na Feira Nacional de Agricultura. Para além da oferta de bilhetes à população, estão programadas dezenas…

Almoster: “É importante recuperar do atraso e do esquecimento de que a freguesia foi vítima ao longo de décadas”

Almoster, uma freguesia que dista cerca de 12 quilómetros da cidade de Santarém, estende-se por mais de quarenta quilómetros quadrados, englobando os lugares de…

Museu Diocesano de Santarém há quatro anos a anunciar a memória cristã através da arte

O Museu Diocesano de Santarém assinalou o seu quarto aniversário no passado dia 12 de Setembro. O Pe. Joaquim Ganhão, director do museu, falou…