Uma unidade de transformação de cenouras pequenas para exportação vai instalar-se em Almeirim, num investimento de 50 milhões de euros que vai criar 183 postos de trabalho.

O contrato para a construção desta nova unidade foi assinado esta terça-feira de manhã, no salão nobre dos Paços do Concelho de Almeirim, entre a empresa 52-Fresh e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), no âmbito de programas de incentivos fiscais e financiamento, na presença do secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, afirma a nota.

“O projecto integra-se na estratégia municipal de afirmação do potencial agroalimentar de Almeirim, presente na afirmação de produtos regionais como o melão, o tomate ou os vinhos brancos, na oferta gastronómica em que pontua a sopa da pedra e num conjunto de actividades associadas ao Mundo Rural”, acrescenta.

Segundo o município liderado por Pedro Miguel Ribeiro, o processo, que demorou cerca de quatro anos a concretizar-se, além dos postos de trabalho que vai gerar, vai permitir criar “novos mercados para a agricultura deste concelho da Lezíria do Tejo”.

Para Pedro Ribeiro, o investimento da 52-Fresh e o recentemente anunciado pela Sumol+Compal, no total de cerca de 80 milhões de euros e mais 250 postos de trabalho, são exemplos de que “o caminho faz-se caminhando”.

O autarca disse à Lusa que, além do emprego indiferenciado, estes investimentos e outros em perspectiva de se instalarem no concelho requerem mão de obra qualificada.

Segundo afirmou, um dos requisitos que pesou na escolha dos investidores franceses da 52-Fresh foi a oferta de serviços de saúde, educação, cultura e desporto, valorizados na fixação de quadros superiores.

Com o concelho a registar em Maio 395 desempregados, segundo números do Instituto do Emprego e Formação Profissional, ou seja, menos de 4% da população activa, Pedro Ribeiro salientou que, havendo “vontade de trabalhar”, o número tenderá a baixar ainda mais.

Pedro Ribeiro adiantou que os investimentos em curso na área agroalimentar, em ligação estreita com a agricultura, que é, no concelho, “forte e competitiva”, terão igualmente impacto no emprego indirecto, além de favorecerem a diversificação de culturas, com vantagens também para o ambiente.

Quanto a outros possíveis investimentos, em “boa perspectiva”, mas ainda sem nada concreto, disse que poderão criar mais uma centena de postos de trabalho em áreas tão diversas como a economia circular, a energia ou a produção de equipamentos acústicos (colunas de som) “altamente especializados”.

O autarca afirmou que a Zona de Actividades Económicas tem capacidade para acolher mais empresas, estando o município a pressionar a Infraestruturas de Portugal para definir a faixa de protecção da futura ligação da A13 à A23, que actualmente se situa nos 400 metros, limitando a expansão da ZAE.

Foto: João Nuno Pepino

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