Foto: Pedro Macedo

A peça “Fake”, de Inês Barahona e Miguel Fragata, é o primeiro de quatro espectáculos produzidos ou co-produzidos pelo Teatro D. Maria II, que a partir de dia 17 vão passar por Bragança, Cartaxo, Portalegre e Portimão.

A digressão de espectáculos produzidos ou co-produzidos pelo Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) por salas de diferentes cidades integra-se no projecto da Rede Eunice Ageas, uma parceria com municípios que queiram reforçar a oferta teatral de qualidade nas suas comunidades.

O Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre, o Centro Cultural do Cartaxo, o Teatro Municipal de Bragança e o Teatro Municipal de Portimão (o primeiro a integrar a rede) são os quatro teatros municipais que, actualmente, compõem a rede e que, ao longo da temporada 2020/2021, vão receber quatro espectáculos, o primeiro dos quais “Fake”, que tem estreia absoluta no Centro Cultural do Cartaxo, a 17 de Outubro.

De acordo com o TNDMII, até Junho de 2021, vão andar em digressão os espectáculos “Fake”, de Inês Barahona e Miguel Fragata, que estará no D. Maria II, em Lisboa, entre 03 e 20 de Dezembro; “Off”, da companhia Mala Voadora, com direcção de Jorge Andrade, que será apresentado no D. Maria II em Janeiro e depois nos outros teatros; “Morte de um caixeiro viajante”, de Arthur Miller, com encenação Jorge Silva Melo, que se estreia a 04 de Fevereiro de 2021 no TNDMII antes de partir para as outras cidades da rede, em Abril; “Praça dos Heróis”, texto de Thomas Bernhard, com direcção artística David Pereira Bastos, que se estreia no D. Maria II a 25 de Fevereiro de 2021 e segue para circulação nacional em Maio.

“Fake” é um espectáculo que aborda a forma como o fenómeno da desinformação se tem propagado e como “tem tido um efeito transformador e muito negativo, naquilo que é a forma como nos organizamos e pensamos enquanto sociedade, com o impacto político e social e de mentalidades que esse fenómeno tem”, explicou o director artístico do TNDMII, Tiago Rodrigues, em entrevista à Lusa em 2019.

“É o tema que estes dois artistas quiseram trabalhar. Interessa-nos muito o trabalho artístico desta dupla de criadores, mas há também um trabalho de debate de reflexão sobre a sociedade” e, simultaneamente, a promoção da escrita de novos textos em português”, afirmou Tiago Rodrigues, numa altura em que a peça tinha estreia prevista para Março de 2020.

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