Foto de Arquivo
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Os dois militares considerados feridos graves na explosão ocorrida ontem no Campo Militar de Santa Margarida têm escoriações e queimaduras ligeiras, mas não aparentam ter “sequelas de maior gravidade”, adiantou fonte do Hospital Universitário de Coimbra.

“Estão ambos conscientes, colaborantes, a conversar com as equipas que os estão a acompanhar, sem grandes preocupações”, referiu Rui Garcia, chefe da equipa de urgência do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), em declarações aos jornalistas sobre o incidente que provocou um morto e cinco feridos, dois graves e três ligeiros, no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, no distrito de Santarém.

Num balanço feito pelas 20:00, o clínico garantiu que os dois militares helitransportados para Coimbra não foram afectados por lesões oftalmológicas.

As lesões são ao nível da audição, com zumbidos associados à explosão, e ao nível da pele, como na face, pelo impacto e por terem sido projectados, referiu, apontando a existência de escoriações e queimaduras de primeiro grau sem gravidade.

“[A situação] Não se revela tão grave para já, depois de alguns exames a que já foram submetidos”, frisou Rui Garcia.

O chefe da equipa de urgência do CHUC acrescentou que, neste momento, os dois militares vão continuar a ser estabilizados e que será mantida a vigilância porque “podem surgir lesões mais à frente”.

O Exército abriu um processo de averiguações à “explosão inadvertida” ocorrida durante uma operação de desativação de explosivos, anunciou o ramo.

Em comunicado, o Exército referiu que ocorreu uma “explosão inadvertida”, cerca das 16:40, durante uma operação de desativação de engenhos explosivos, que estava a ser realizada por uma equipa de desativação do Regimento de Engenharia N.º1 “para a destruição, no local, de munições e explosivos e foguetes”.

A operação foi realizada “no âmbito do Planeamento e Gestão das Áreas de Instrução, Infraestruturas de Tiro e Infraestruturas de Treino do Campo Militar de Santa Margarida”, lia-se na nota.

Num balanço também realizado perto das 20:00, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância disse aos jornalistas que o incidente ocorreu quando uma máquina estava a fazer a inativação de explosivos, sendo que esta ficou destruída.

Marco Gomes explicou que, após as manobras do Exército, por uma questão de segurança, são mobilizadas equipas para inertizar aquilo que são explosivos que possam não ter sido detonados.

“Os militares fazem treino operacional com cargas explosivas e é um procedimento padrão que não correu como desejado. [O incidente ocorreu quando uma] máquina estava a operar e soterrar todo o explosivo que ficou danificado e resultou numa vítima mortal”, frisou.

“É uma máquina com balde, uma máquina normal com capacidade de transportar terra, ficou debilitada. O operador da máquina foi uma das vítimas que foi para Coimbra no meio aéreo”, acrescentou.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância adiantou ainda que a vítima mortal tinha 47 anos e era um dos elementos da equipa de inativação de explosivos.

Os três feridos considerados ligeiros foram transportados para o Hospital de Abrantes, também no distrito de Santarém, indicou.

O ramo militar também já anunciou que foi aberto um processo de averiguações e que a Polícia Judiciária Militar (PJM) tomou conta da ocorrência.

Segundo o Comando Sub-regional do Médio Tejo, o alerta foi recebido às 16:49 e para o local foram enviados 35 operacionais, 12 veículos e um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

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