O ano letivo arrancou na segunda-feira em Ferreira do Zêzere para a maioria dos 899 alunos, com a câmara a prever mudar em dezembro os estudantes que ainda têm aulas entre a antiga Escola Pedro Ferreiro e monoblocos.
O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, disse hoje à Lusa que estão asseguradas as condições da responsabilidade municipal para o arranque das aulas e que não foi comunicada qualquer situação suscetível de comprometer o normal funcionamento das atividades letivas.
Enquanto decorre a construção da nova Escola EB 2,3/S Pedro Ferreiro, em Ferreira do Zêzere, os alunos dos 2.º e 3.º ciclos continuam, como no ano letivo anterior, a ter aulas entre as instalações da antiga escola e monoblocos.
Bruno Gomes disse que o funcionamento decorre nos mesmos moldes do ano passado e destacou a “assinalável capacidade de adaptação” da comunidade educativa às condicionantes da empreitada.
A câmara municipal pretende concretizar a mudança para as novas instalações “durante o início do mês de dezembro”, embora o presidente da autarquia tenha ressalvado que a data “dependerá do cumprimento dos prazos da empresa”.
A transição será preparada em articulação com o agrupamento e implica, além da conclusão da empreitada, a receção das instalações, colocação de mobiliário e equipamentos informáticos e pedagógicos e transferência dos serviços.
A nova Escola Pedro Ferreiro representa um investimento global na ordem dos 13 milhões de euros (ME), incluindo a construção e as componentes necessárias ao funcionamento e apetrechamento do complexo escolar.
O Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere conta este ano com 899 alunos, mais 19 do que os 880 de 2025/26, correspondendo a um crescimento de cerca de 2,2%.
Segundo Bruno Gomes, o aumento “confirma uma inversão da tendência de perda de alunos verificada em anos anteriores” e acompanha os sinais positivos de crescimento da população do concelho.
Dos alunos matriculados, 179 frequentam o pré-escolar, 270 o 1.º ciclo, 129 o 2.º, 186 o 3.º ciclo, 100 o ensino secundário regular e 35 o profissional.
O maior crescimento ocorre no 2.º ciclo e no secundário regular, ambos com mais 10 alunos, enquanto o pré-escolar ganha sete crianças. O 1.º e o 3.º ciclos permanecem praticamente estáveis e o profissional perde oito estudantes.
Entre os 899 matriculados encontram-se 103 alunos estrangeiros, correspondentes a cerca de 11,5% da população escolar, presença que o município associa à chegada e fixação de novas famílias.
Outra das apostas é o ensino articulado de Música e Dança, que envolve 77 alunos dos 5.º, 6.º e 7.º anos, 48 dos quais em Música e 29 em Dança.
O município mantém também o acesso gratuito à Escola Virtual do 1.º ao 12.ºano, refeições gratuitas no pré-escolar e 1.º ciclo e apoios nos cadernos de atividades, material e transportes escolares.
Além da nova escola, continuam intervenções noutros espaços escolares para melhorar edifícios e áreas exteriores e reparar danos provocados pela depressão Kristin.
“O grande desafio é transformar os sinais positivos que hoje identificamos numa tendência sustentada”, afirmou Bruno Gomes.
“Ter boas escolas, uma oferta educativa diversificada, equipamentos de qualidade e condições para que as famílias permaneçam ou escolham Ferreira do Zêzere para viver é também uma política de desenvolvimento do território”, acrescentou.
Segundo o calendário escolar de 2026/27, o ano letivo arranca até hoje para a maioria dos alunos, mas o ensino secundário vai começar em 21 de setembro devido à época especial de exames.
