Foto: Página de Facebook Festival Dançarão

O Festival Dançarão regressa a Ortiga, em Mação, de 10 a 12 de julho, com cerca de 2.500 participantes esperados para uma programação de dança, música e atividades comunitárias que tem este ano “É o q’á cá!” como mote.

“Este ano, o ‘É o q’á cá!’ tem a ver com aproveitar o que de melhor se faz na região, envolvendo associações, instituições e população local no festival de danças tradicionais”, explicou hoje à Lusa a presidente da Associação Dançarém, entidade que organiza o Dançarão naquela aldeia.

Segundo Fátima Vargas, o festival, hoje apresentado no Núcleo Museológico de Ortiga, volta a espalhar-se por vários espaços da freguesia, incluindo a Praia Fluvial, o Bairro EDP da Barragem de Belver e o jardim da Liga Regional de Melhoramentos, num modelo que cruza natureza, cultura e participação comunitária.

Ao longo dos três dias, a programação inclui oficinas de dança, bailes e concertos, num cartaz que junta projetos de vários países europeus, como Bélgica, Itália e Espanha, além de propostas nacionais.

Entre os grupos musicais convidados destacam-se o Duo De Schepper-Sanczuk, Duo Gambetta-Sanczuk, Flo, Filippo Gambetta e Dos, A Batalha do Modesto Camelo Amarelo, Bardos, Forró do Silas e Rusga Zuca-Truca.

A música prolonga-se pela noite com DJ de folk como Yuri (Espanha), Arinto e Limonada (Portugal), após os bailes que ocupam o centro da programação.

As oficinas decorrem diariamente e incluem propostas de iniciação ao folk, mazurka, danças do Congo de Captieux, danças do mundo, danças do Ribatejo, forró, kizomba, salsa, danças japonesas contemporâneas, bretãs e minhotas.

Durante o dia, o festival propõe ainda caminhadas com as Rotas de Mação, caminhada sonora e ensemble de música, yoga, tai chi, oficina de bicicletas, jogos tradicionais, arruadas, batidas de fado e o espaço infantil Dançarinho.

A organização sublinha o envolvimento de várias entidades locais, desde juntas de freguesia a associações culturais e sociais, que participam na logística e programação, a par de dezenas de voluntários no apoio diário ao evento.

“Há sempre um lado de improviso na organização, porque um festival desta dimensão implica lidar com muitos desafios, mas existe um grande espírito de entreajuda e um forte apoio da comunidade local”, referiu Fátima Vargas.

O festival tem vindo a afirmar-se como um encontro internacional de dança tradicional e social, reunindo participantes de vários países europeus, com destaque para Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Suíça, além de público de norte a sul de Portugal.

A organização sublinha o perfil intergeracional do evento, com participação de famílias, jovens e praticantes do movimento europeu de danças folk e balfolk, que combina aprendizagem, baile e convívio em espaço aberto.

Um dos momentos comunitários envolverá a participação do Grupo Etnográfico de Ortiga com danças tradicionais e uma recriação histórica do “Bater o Fado”.

O impacto do festival estende-se também à economia local, com pressão positiva sobre alojamentos, restauração e comércio em Ortiga e noutras zonas do concelho de Mação, bem como em municípios vizinhos.

“Descobrimos em Ortiga o nosso local ideal e não queremos sair daqui. Há uma beleza natural muito forte e uma comunidade que nos faz sentir em casa”, afirmou a responsável.

Com origem em Santarém, a Dançarém visa promover as tradições através da dança, organizando eventos mensais como oficinas de dança e concertos-baile e colaborando com entidades como câmaras municipais e escolas, em eventos pontuais.

O Dançarão, que conta com apoios institucionais do município de Mação e EDP, entre outros, integra-se no movimento europeu de danças folk e balfolk, afirmando-se como um dos eventos de referência neste setor na Europa, num cruzamento entre tradição, criação contemporânea e dinâmica comunitária.

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