O Festival SIM – Sons Improváveis do Montado estreia-se a 30 de maio, às 21h30, na Quinta Grande, em Coruche, numa noite em que o montado de sobro é palco vivo de cultura, inovação e sustentabilidade. O espetáculo, apresentado por Santiago Lagoá, abre com o desfile dos seis projetos finalistas da categoria Moda – Coordenados do Concurso de Ideias e Criatividade, promovido pelo Município de Coruche no âmbito da EEC PROVERE “Montado de Sobro e Cortiça”: cada proposta integra três coordenados, dois em exposição e um em passerelle, num momento acompanhado pela Big Band Ligeira e marcado pelo anúncio do projeto vencedor. A segunda parte da noite pertence a Sofia Escobar, cantora e atriz portuguesa com carreira internacional no teatro musical, que sobe ao palco com a Big Band Ligeira para um concerto em que voz, território, memória e criação contemporânea se encontram. Assente nas premissas Sustentabilidade, Inovação e Música, o SIM marca Coruche como território de experimentação cultural e valorização do montado, cruzando a dimensão artística do dia 30 com a habitual componente científica dedicada ao sobreiro e à cortiça, que decorre nos dias 28 e 29 de maio em conferências, seminários e momentos de reflexão técnica sobre investigação, gestão florestal e resiliência do ecossistema.

O SIM nasce num território onde o sobreiro desenha a paisagem, a cortiça atravessa a memória coletiva e o montado permanece como uma das grandes marcas identitárias de Coruche. A partir das três premissas que lhe dão nome e sentido — Sustentabilidade, Inovação e Música —, o novo festival propõe uma leitura contemporânea do património natural, económico e cultural, aproximando criação artística, conhecimento científico, moda, design e valorização de recursos endógenos. Na Quinta Grande, o montado deixa de ser apenas chão e horizonte para se tornar matéria viva da programação: lugar de escuta, experimentação e encontro entre tradição e futuro, entre a inteligência do território e as linguagens culturais que o reinventam.

A primeira parte da noite dá forma à dimensão inovadora do Festival SIM, levando ao palco os seis projetos finalistas da categoria Moda – Coordenados do Concurso de Ideias e Criatividade. A partir da cortiça como matéria-prima, linguagem estética e expressão do território, os criadores propõem novas leituras do vestuário contemporâneo, cruzando identidade, experimentação e valorização de um recurso inseparável do montado de sobro. Cada proposta integra três coordenados: dois estarão em exposição e um será apresentado em palco, num momento acompanhado pela Big Band Ligeira e conduzido com locução própria. Entre exposição, desfile e música ao vivo, a cortiça materializa-se como matéria criativa, passando da paisagem para a moda, do património para a criação contemporânea e da tradição para novas possibilidades de expressão. A apresentação culminará com o anúncio do projeto vencedor, reafirmando o Concurso de Ideias e Criatividade como plataforma de estímulo ao talento, ao empreendedorismo e à valorização dos recursos endógenos.

A segunda parte da noite entrega o montado à voz e à presença cénica de Sofia Escobar, cantora e atriz portuguesa com carreira internacional no teatro musical, distinguida nos Whatsonstage Theatregoer’s Choice Awards, nomeada para os prémios Laurence Olivier e conhecida também do grande público pela participação no júri do Got Talent Portugal. Com passagem marcante pelo West End de Londres, onde interpretou Christine Daaé em “O Fantasma da Ópera” e Maria em “West Side Story”, Sofia Escobar sobe ao palco acompanhada pela Big Band Ligeira para um concerto que atravessa canção, teatro musical, memória popular e grandes temas de forte intensidade emocional. No alinhamento previsto, há sinais suficientes para aguçar o apetite do público: de “Agarra o Sol” e “Amor a Portugal” à força intemporal de “Memory”, “Somewhere” e “Think of Me”, com passagem pela raiz tradicional de “Lindo Ramo Verde Escuro”. Depois da cortiça apresentada como linguagem de moda e criação contemporânea, a música amplia horizontes, ligando a elegância da Big Band, a força expressiva de uma das vozes portuguesas mais reconhecidas no teatro musical internacional e a atmosfera natural do montado numa celebração da paisagem, da identidade e da capacidade criativa de Coruche.

A dimensão artística do dia 30 é antecedida, nos dias 28 e 29 de maio, pela habitual componente científica associada ao Montado de Sobro e Cortiça, reforçando o enquadramento técnico e estratégico do Festival SIM. A 28 de maio, o Observatório do Sobreiro e da Cortiça acolhe o Seminário Anual 2026 do Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça, com uma sessão dedicada à Inteligência Artificial na Investigação e na Floresta — abordando o risco de utilizar e de não utilizar a IA — e um bloco orientado “Do Conhecimento à Prática”, centrado em desafios como corrigir para conservar, formar para antecipar e melhorar a logística. No dia 29 prossegue a programação científica com iniciativas ligadas à Associação para o Desenvolvimento do Instituto Superior de Agronomia (ADISA) e uma conferência online promovida pela Associação de Produtores Florestais de Coruche (APFC). Entre os destaques está o seminário “Gestão Florestal e Resiliência do Sobreiro face ao Fogo, Pragas e Doenças”, que decorre na manhã de 29 de maio, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, com comunicações sobre regeneração pós-fogo, pragas, doenças, crescimento da cortiça e fatores de declínio do sobreiro, além de debate e visita técnica à Herdade dos Concelhos. O diálogo entre investigação aplicada, gestão florestal, inovação tecnológica, criação cultural e valorização dos recursos endógenos dá profundidade a um festival que se move no montado enquanto património vivo, campo de conhecimento e horizonte de futuro.

Na estreia do Festival SIM, o Município de Coruche reforça uma linha de programação que reconhece o montado de sobro e a cortiça como recursos vivos de identidade, conhecimento, criação e desenvolvimento sustentável. Aliando ciência, moda, música e território numa só proposta com linguagem própria, o SIM surge como mais um momento especial de valorização do Concelho e da sua paisagem mais emblemática, convidando a viver a noite de 30 de maio, na Quinta Grande, como uma experiência de descoberta e celebração entre a cortiça que se reinventa em palco, a força expressiva de Sofia Escobar e da Big Band Ligeira e a atmosfera singular de um lugar onde Coruche é e está em casa.

 

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