A Filstone – Comércio de Rochas, Lda avançou com um processo de despedimento colectivo de 53 pessoas, devido a dificuldades financeiras.

Fonte da comunicação da empresa adiantou que a Filstone “está a passar por algumas dificuldades financeiras, pelo que foi necessário fazer uma reestruturação para evitar uma situação mais complicada”.

Assegurando que a Filstone “não está a passar por qualquer processo de insolvência” e que está a continuar a trabalhar normalmente, a mesma fonte explicou que o mercado chinês, um dos principais clientes da empresa “fechou as portas” durante muito tempo no período da covid-19, o que se reflectiu numa “quebra significativa de vendas”.

Segundo o site da empresa, trabalham na Filstone cerca de 150 pessoas.

A empresa, que se dedica ao setor da pedra natural em Portugal, nasceu em 2002, junto a Alcanede, fixando-se na localidade de Casal Farto, em Fátima.

A Filstone foi obtendo “dimensão e capacidade adequadas para o mercado chinês”, quando iniciou, em 2006, parceria com a Kingstar e, “em três anos, são introduzidos nove novos produtos de diversas pedreiras de calcário português na China”, lê-se na página.

Dois anos mais tarde, na sequência das alterações no negócio de ‘trading’ e cooperativa em Portugal, a empresa adquiriu a pedreira em Casal Farto, Fátima, onde hoje se situa.

“Em março de 2021, e após um novo desafio imposto pela pandemia, a Filstone inaugurou o primeiro Filstone Center, em Yunfu, reforçando a presença dos seus materiais na China”, informa ainda a empresa.

Em julho de 2021, adquiriu uma nova pedreira, em Alpalhão, no concelho de Nisa, alargando a sua área de negócio ao granito.

A Filstone patrocina todos os escalões da formação e equipa sénior de futsal masculina do Sporting Clube de Portugal, entre outros emblemas desportivos.

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