Com o Verão a chegar e as temperaturas a subirem, o Complexo Aquático de Santarém abre as suas portas para mais uma época balnear. Este ano, a Viver Santarém, empresa municipal responsável pela gestão do parque, investiu na recuperação de diversos equipamentos e na implementação de novas medidas para garantir o bem-estar dos visitantes.

Para além disso, a empresa apostou num novo sistema de venda de bilhetes online, com o objetivo de agilizar o processo de entrada no complexo e evitar filas desnecessárias. Esta medida surge como resposta ao crescente número de visitantes que o Complexo Aquático recebe todos os anos

Em entrevista ao Correio do Ribatejo, Carlos Coutinho, presidente do Conselho de Administração da Viver Santarém, fala sobre as novidades desta temporada, os desafios da gestão de diversas infra-estruturas desportivas no concelho e os objetivos da empresa para o futuro.

Recentemente, o Complexo Aquático de Santarém abriu para a nova época balnear. Quais são as novidades desta temporada, quais foram as medidas implementadas para garantir o bem-estar dos visitantes no complexo e que investimentos foram realizados?

No ano passado, quando abrimos a parte exterior do Complexo Aquático, no Verão de 2023, não tínhamos ainda em funcionamento alguns dos investimentos que tínhamos feito em novos equipamentos para essa época balnear. Foram, portanto, finalizados já no decorrer da época, por constrangimentos relacionados com o fornecimento desses mesmos equipamentos. Assim, este ano, já tudo começou de acordo com aquilo que estava perspectivado, nomeadamente com os dois escorregas novos, em funcionamento pleno, que tínhamos colocado no ano passado, e fizemos um investimento muito grande na recuperação dos equipamentos de diversão que tínhamos já desde o início do parque: as pistas fofas e os escorregas dos tubos, nos quais fizemos um investimento muito grande, para os dotar das melhores condições para a sua utilização. Para além disso, o investimento neste ano ficou muito concentrado naquilo que foram todos os aspectos ligados à parte de filtração e tratamento das águas das piscinas: tratou-se, de facto de um investimento enorme naquilo que foi a recuperação de todos os filtros de todos os planos de água das piscinas exteriores. No ano passado, detectámos um constrangimento num dos filtros da piscina recreativa: a tubagem cedeu e tivemos ali algumas situações críticas sob o ponto de vista de funcionamento do filtro e tivemos mesmo de o encerrar. Ainda assim, este ano, houve a necessidade de uma intervenção complexa, difícil e morosa, mas conseguimos chegar aos melhores objectivos em relação à resolução desta situação.

Obviamente que nunca damos por adquirido que determinada situação esteja completamente finalizada, até porque este processo de tratamento das águas e da manutenção da qualidade das águas das piscinas é uma preocupação constante, é uma preocupação que temos todos os dias, a toda a hora, e, obviamente, isso obriga-nos a ter sempre um conjunto de adaptações, relacionadas com os números de utilização que temos em cada momento. Nesta fase de arranque desta época balnear em Santarém temos quase tudo a trabalhar a 100 por cento para garantirmos, obviamente, uma qualidade da água e, em termos, também da segurança dos planos de água, no melhor que tudo aquilo que existe permite.

Para além disso, apostámos muito, também, neste ano, na renovação da comunicação e decoração do parque, introduzimos novas bilheteiras interiores e, a par disso, estamos a fazer uma aposta muito substantiva na venda de bilhetes através do on-line. Queremos libertar tudo aquilo que seja a venda de bilhetes físicos, para que as pessoas evitem as filas, que garantam que têm lugar no dia que pretendem vir ao complexo e que o façam de uma forma cómoda. Muitas das vezes o que acontecia é que as pessoas, apenas com a venda presencial de ingressos chegavam ao parque e este estava encerrado por motivos de lotação.

Assim, as pessoas podem antecipar a compra, garantir o seu lugar, evitar as filas e ter uma experiência mais positiva. De forma a incentivarmos este sistema de bilhética on-line, estamos a fazer uma campanha que permite a aquisição desses mesmos bilhetes com desconto no on-line. A ideia é, efectivamente, canalizarmos muita da venda para esses suportes.

Trata-se, quanto a mim, de uma medida que é positiva em vários aspectos, seja para os frequentadores do parque, quer para as equipas que estão no apoio ao complexo, para conseguirmos ter menos constrangimentos nas entradas, menos filas extensas – que é uma coisa que nos preocupa sempre muito. Assim, decidimos, este ano, lançar esta medida de facilitação da compra de bilhetes on-line e, ainda por cima com valores mais reduzidos precisamente para incentivar essa venda para fazer com que a experiência das pessoas seja, desde o início, a mais positiva.

Em paralelo, realizámos, também, algumas adaptações na entrada do parque, nomeadamente o alargamento dessa mesma entrada de forma a reduzir os constrangimentos na entrada e saída das pessoas.

Em suma, e em resumo, neste ano não investimos em nenhum novo escorrega; queremos fazê-lo para a próxima época balnear. Estes valores qua acabámos por investir na recuperação de toda a parte de filtração e tratamento das águas e no arranjo dos escorregas já existentes desde a abertura do parque foi de um valor muito elevado, o que não nos permitiu ter capacidade para implementarmos novos equipamentos. Queremos, efectivamente fazê-lo para o ano e já estamos a programar isso mesmo: para termos outro escorrega com uma dimensão que possa ser atractiva sob o ponto de vista da adrenalina. É isso que queremos, é esse o nosso foco e acreditamos que será possível fazê-lo. Claro que, para isso, é necessário que este ano corra bem, que o tempo ajude e que as pessoas adiram, como o têm feito, a esta infra-estrutura.

Quais são as expectativas para a frequência de visitantes nesta época balnear?

Dizer, antes de mais, que temos um limite máximo de pessoas que podemos receber e acomodar neste espaço. Portanto, não queremos criar constrangimentos às pessoas que cá estão dentro, colocando cá mais utilizadores do que aqueles que o parque consegue comportar do ponto de vista da qualidade dos serviços que prestamos.

Ainda assim, gostávamos de aumentar os nossos números e temos margem para isso: o mês de Junho do ano passado teve a circunstância de não ter temperaturas convidativas para a utilização das piscinas exteriores e este ano, felizmente, começámos bem e as perspectivas são também animadoras. Desde o dia 29 de Maio que temos tido uma afluência bastante interessante que nos deixa bastante optimistas para aquilo que pode ser este mês de Junho, sabendo, de antemão, que os meses de Julho e Agosto são, por norma, sempre alturas de grande afluência e que registam sempre muita procura do parque.

Obviamente que aquilo que esperamos é manter uma perspectiva de crescimento, não de uma forma exponencial, isto porque no último ano já tivemos um crescimento muito grande ao nível do que foi a receita gerada pela utilização do parque e que é canalizada, depois, para investimentos nas outras instalações desportivas do concelho e no próprio complexo de piscinas.

De todo o modo, a nossa expectativa é que consigamos chegar aos números de utilizadores do ano passado, ainda que possamos crescer um pouco, e os indicadores que temos destes primeiros dias de funcionamento permitem-nos ter aqui uma expectativa ainda mais alta porque o mês de Junho, reforço, pode ter aqui um efeito muito positivo relativamente àquilo que foi no passado ano.

O Complexo Aquático de Santarém é um dos ex-libris do concelho, visitado por pessoas de vários pontos do país. Que feedback tem recebido dos utilizadores?

O feedback por parte dos utilizadores tem sido, globalmente, positivo. E trabalhamos para isso mesmo: para tornar, cada vez mais, a experiência de utilização do Complexo Aquático de Santarém em algo aprazível e que fomente a intenção de regressar.

A grande percentagem de comentários que temos são positivos e a nossa aposta consubstancia-se, precisamente, na segurança do espaço, na presença permanente de entre seis a oito nadadores salvadores, na presença permanente de entre 12 a 15 vigilantes, naquilo que oferecemos em termos da qualidade das diversões, nomeadamente escorregas, piscina de ondas, área de lazer, etc. Queremos que as pessoas tenham, efectivamente, uma experiência positiva. Obviamente que, em termos subjectivos, poderão existir situações que as pessoas possam gostar mais ou gostar menos. Agora, na generalidade, aquilo que são os feedbacks que temos são positivos e os números que temos, de ano para ano, corroboram isso mesmo.

Nós, por qualquer sítio de Portugal por onde andamos, quando dizemos que somos de Santarém, uma das primeiras coisas que mencionam é, precisamente, o Parque Aquático.

E isso é porque tiveram uma boa experiência, ou porque alguém lhes falou da existência desta infra-estrutura. E assim queremos continuar. Obviamente que existem, como em tudo, aspectos que as pessoas possam achar que devessem ser alvo de melhoria, mas nós estamos aqui, sempre, para fazer e dar o nosso melhor e conseguirmos fazer com que as experiências sejam o mais positivas possível. Claro que, para isso, o utilizador tem que fazer a sua parte: respeitar as regras de funcionamento, acatarem com respeito as informações transmitidas por todo o pessoal de apoio que têm uma formação intensa e criteriosa para esse fim.

Proponho-lhe um exercício teórico: se tivesse recursos ilimitados, optaria por uma expansão deste parque ou acredita que o que existe está bem dimensionado?

E, respondendo directamente à questão, se conseguirmos ter um parque maior – e obviamente que uma das intervenções que gostaríamos de efectivar seria o aumento dos planos de água, uma vez que a lotação do espaço está directamente ligada, e mede-se, pela quantidade de metros quadrados que temos – conseguiríamos melhores resultados operacionais.

É evidente que, ao criarmos mais planos de água teríamos que, obrigatoriamente, criar outros atractivos para que o parque se mantenha com procura. Não basta termos piscinas, ou mais piscinas. É necessário que se crie uma outra atractividade que traga as pessoas cá. Portanto, se eu tivesse recursos ilimitados. o que não é o caso – apostava numa ampliação, não só ao nível dos planos de água, mas também ao nível de escorregas, e da criação de zonas de estar que, de forma complementar, têm de existir para que a coabitação das pessoas dentro deste espaço possa ser a mais adequada possível àquilo que é uma boa experiência de utilização de um espaço desta natureza. Portanto, acho que apostávamos, transversalmente, em todas as áreas: piscinas, espaços de lazer e equipamentos para, obviamente conseguirmos uma maior rentabilidade, tudo com o objectivo de canalizar o investimento nas instalações desportivas e respectiva manutenção e numa oferta de qualidade em relação àquilo que é a prática do desporto e, em paralelo, em outros projectos, programas e acções que possam ir ao encontro das necessidades e expectativas da população porque, obviamente, como tenho referido, queremos que Santarém seja um dos concelhos mais activos do País e, para isso, é preciso passar às pessoas uma mensagem muito clara que é dizer que praticar desporto faz bem à saúde e é essencial para a vida.

A Viver Santarém não gere apenas este Complexo Aquático, mas sim a quase totalidade das infra-estruturas desportivas. Quais são os principais desafios na gestão de tantos equipamentos e de que forma é que a empresa garante a manutenção e modernização contínua das instalações?

Neste momento, temos cerca de 35 instalações desportivas sob a nossa responsabilidade do ponto de vista da gestão. Foi um crescimento muito grande que se verificou, desde que a empresa assumiu apenas a vertente desportiva, deixando para a Câmara de Santarém a realização de eventos como o Festival Nacional de Gastronomia, as Festas de São José e a iniciativa Cortes e Lendas.

Actualmente, a Viver Santarém foca-se na promoção de um maior número de eventos desportivos assumindo a gestão não só do complexo aquático municipal, das piscinas do Sacapeito, do pavilhão e nave desportivas e do pavilhão da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), mas também dos campos de futebol da Ribeira de Santarém e Chã das Padeiras, para além dos pavilhões desportivos e polidesportivos das escolas básicas Mem Ramires, D. João II e Alexandre Herculano (nos horários pós-escolares), os polidesportivos de prática livre existentes no concelho, o campo de rugby na ex-EPC e o campo na Escola Superior Agrária, bem como a manutenção das ciclovias.

Cada vez mais a legislação ao nível da utilização e funcionamento das instalações desportivas é apertada e nós temos que ter um conjunto de recursos humanos, técnicos e materiais que garantam que essas instalações tenham o máximo de segurança e o máximo de conforto para que os seus utilizadores tenham uma experiência positiva porque é esse factor que, depois, vai determinar que mantenham a sua prática desportiva e consequentemente a utilização dessas mesmas instalações. Existe, claramente, muito trabalho pela frente, ainda, nomeadamente no próprio complexo aquático, nas piscinas interiores, de forma a melhorarmos continuamente. Na verdade, neste momento, temos nove pavilhões em utilização permanente e que estão completamente lotados, em termos de utilização, o que acaba por criar aqui uma necessidade – fruto da crescente procura e do excelente trabalho dos clubes – de termos outro tipo de equipamentos que possam vir dar uma resposta ao crescimento dessas modalidades que os clubes e associações do concelho dinamizam.

Obviamente que é neste factor que entra a grande mais-valia do parque aquático, explorado numa lógica de mercado, e no qual, toda a receita que conseguimos é investido nas instalações desportivas e em todos os aspectos ligados à melhoria das condições de utilização.

No ano passado, por exemplo, fizemos toda a estrutura para a colocação de ar condicionado na Nave Desportiva Municipal por via da angariação de recitas próprias porque a empresa Municipal não pode ter subsídios ao investimento por parte do accionista que, neste caso, é a Câmara Municipal de Santarém.

Claro que essas instalações desportivas também geram receita. Toda a utilização por parte dos cubes é suportada pela autarquia, numa lógica daquilo que é a sua política de proporcionar a essas associações desportivas – e bem – tudo aquilo que é a utilização dessas infra-estruturas municipais, uma vez que os clubes acabam por se substituir ao Estado naquilo que são direitos constitucionais da própria população, como sejam o direito à cultura, ao desporto e ocupação dos tempos livres. Por isso, somos sempre muito defensores desse trabalho que é feito pelo associativismo.

O desafio essencial é, pois, conseguirmos dar uma resposta sempre de qualidade e positiva e de permitirmos que o crescimento da ocupação dos tempos livres dos jovens seja sempre uma realidade. Hoje, o que identificamos em termos das necessidades, é de mais instalações desportivas, e o Município está a apostar nisso mesmo.

Um outro grande desafio prende-se com a sustentabilidade e eficiência energética nas instalações desportivas e temos feito investimentos consideráveis nesta área. A redução dos consumos de energia nas instalações desportivas é crucial, devendo-se privilegiar as medidas de valorização da eficiência energética, potenciando o uso de energias renováveis, de medidas para a redução da pegada ecológica e para a concretização da economia circular.

Não haverá, no País, outro Município onde os projectos ao nível do desenvolvimento desportivo atinjam os valores que a autarquia de Santarém está a alocar e que são na ordem dos 10 a 12 ME de perspectiva de investimento e, de facto, é uma política extraordinária sob o ponto de vista daquelas que são as opções para a melhoria da qualidade de vida da população e que é transversal a todas as faixas etárias, classes sociais e modalidades.

É de saudar esta tomada de posição que vai permitir que a prática desportiva possa continuar a aumentar exponencialmente como assistimos na última década em que mais que duplicámos o número de praticantes desportivos formais no concelho. É determinante que isto esteja a acontecer desta forma é muito gratificante poder trabalhar na Viver Santarém quando todos esses projectos estão em desenvolvimento.

Não é só aquilo que é o desafio próprio da viver Santarém em termos de captação de receitas próprias para conseguirmos investir na melhoria das condições que oferecemos a nível da utilização das instalações desportivas, mas também o esforço que o município está a fazer para a construção de novas instalações. O que nos irá trazer no futuro ainda mais responsabilidades já que essas instalações serão geridas por nós. 

Em que fase está o projecto emblemático da Cidade Desportiva, que será implantada junto do Complexo Aquático? E como será a interacção entre estes dois equipamentos?

Esse é um investimento municipal, que tem uma participação da Federação Portuguesa de Futebol, por via da Associação de Futebol de Santarém. Nós é que iremos gerir toda aquela instalação. A cidade desportiva é muito mais do que agora vai ser construída. Tem um conjunto de outros equipamentos já projectados no masterplan que foi desenvolvido pelo município. Esta primeira fase será a Academia de Futebol. Nesta primeira fase está projectada a construção de balneários e bancada no campo de 11, e um campo de 9, os dois em relva sintética. Para nós é uma alegria imensa vermos este projecto gradualmente a sair do papel: fomos sempre defensores da agregação das instalações desportivas: do ponto de vista da gestão, é mais simples desta forma. Conseguimos poupar recursos, temos a proximidade, e torna-se muito mais fácil do que se tivéssemos as instalações todas dispersas. 

Toda esta zona irá também beneficiar muito do desenvolvimento promovido por estas instalações. 

Quais são os principais objectivos da Viver Santarém para os próximos anos?

Não perdemos, obviamente, o nosso objectivo inicial que é conseguir fazer de Santarém um dos concelhos mais activos do país. Os números dos projectos e programas que desenvolvemos são o espelho daquilo que tem sido a nossa aposta. 

Passamos de uma média de 1500 alunos na escola municipal de natação para cerca de 2100. O projecto do “Viva Mais” que é dirigido aos mais velhos do concelho, temos neste momento cerca de 800 idosos envolvidos no projecto. Temos duas aulas por semana em todas as freguesias rurais. Uma vez por semana em todos os centros de dia do concelho. 

E o projecto do ‘Toca a Nadar’ que lançamos no ano lectivo de 2022/2023 que começou por se direccionar aos alunos do 3º e 4º anos do primeiro ciclo. E agora já incluímos também os alunos do 1º e 2º anos: são cerca de 2300 alunos envolvidos neste projecto. 

As caminhadas têm tido um impacto extraordinário. Na última edição, na caminhada em Alcanhões, tivemos mais de 400 pessoas inscritas e, do ponto de vista daquilo que é a promoção do desporto e da actividade física como forma de promoção de estilos de vida activos e saudáveis, foi extraordinário. 

Tivemos outra dia 8, em Alcanede. Toda esta capacidade de trazer as pessoas para a prática desportiva, desenvolver o gosto pela prática desportiva quer nas crianças, quer nas pessoas mais velhas. É importante ter condições, criar projectos e trazer todos para a prática desportiva. 

Temos de ter capacidade de gerar estes programas, criar uma boa experiência na utilização das nossas instalações. Há um conjunto de valências que precisam de ser criadas para que isto seja possível, se temos mais gente a querer praticar desporto são necessárias condições para tal. 

Santarém está cada vez mais no mapa dos grandes eventos desportivos, Scalabiscup, Portugal Fit, entre muitos outros. Isto é também reflexo da aposta que a Viver Santarém tem feito?

Quando falamos com os agentes económicos do concelho, alojamento, restauração, ou outros, o que nos é transmitido é que os eventos desportivos nos trazem um retorno, do ponto de visa da economia local, muito positivo. 

O que a Câmara faz, e bem, é incentivar os próprios clubes a conseguirem trazer para Santarém estes eventos. Apoiando para que isso possa acontecer. E nós apoiamos e criarmos as melhores condições para que a experiência da organização desse tipo de eventos seja a melhor. 

No ano passado, com a taça do mundo de trampolins, fizemos um investimento na climatização da nave desportiva. O Santarém Cup, organizado pela Académica, é já um dos maiores torneios de futebol, que tem uma dinâmica muito interessante. 

Mas há o futsal, a ginástica, o trial, atletismo, etc… um conjunto de eventos, que têm o apoio do município, e também o apoio logístico e de utilização das nossas instalações que precisam de estar nas melhores condições para garantir o sucesso do evento. 

Seria importante para Santarém ter uma equipa de futebol numa divisão superior? 

A continuidade da formação dos atletas é importante em qualquer desporto. Claro que o futebol tem um maior impacto. Mas temos, por exemplo, um dos clubes com mais atletas de formação no país, o Vitoria de Santarém, no futsal. As equipas seniores terão que ser uma consequência do processo formativo. 

Ainda que possa trazer benefícios em termos promocionais ter uma equipa numa divisão superior, não é possível apoiar nesse sentido, os apoios são ao nível da formação e promoção do desporto. No caso da União de Santarém já temos alguns jogos transmitidos na televisão, o que acaba por promover o concelho. 

Uma mensagem que gostaria de deixar sobre a importância da prática desportiva e dos benefícios que isso pode trazer?

Pratique desporto, no jardim, no ginásio, na piscina, onde for. Os benefícios da prática da actividade física são amplamente conhecidos. Seja que modalidade for, a caminhada, ginástica, hidroginástica, futebol. Mesmo que seja uma prática iniciada mais tarde, associado à prática desportiva, a todos os benefícios que isso trás, se for iniciado na infância também se consegue a ocupação saudável dos tempos livres. 

Transmitir às crianças e jovens que praticar desporto é muito saudável, e se a experiência deles na prática for positiva há mais probabilidade dessa prática se prolongar por toda a vida. 

Praticar desporto traz benefícios ao nível da saúde não só física, mas mental também. Os benefícios que a actividade física tem na prevenção de doenças é determinante para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida. 

O que nós oferecemos, seja nos nossos programas, seja nos programas dinamizados pelos clubes, e cada vez mais fomentamos a existência de profissionais do desporto, porque isso dá a garantia que, de facto, o que fazemos ao nível da oferta desportiva é de qualidade. 

Há uma preocupação dos clubes ao nível de ter profissionais qualificados. Todos os nossos técnicos têm uma formação que nos garante que o trabalho desenvolvido é o melhor possível para se atingir os objectivos a que nos propomos. 

Temos a responsabilidade de promover a prática desportiva e a gestão das instalações desportivas em todas as freguesias do concelho. Todos os nossos projectos e o que desenvolvemos ao nível da oferta de prática desportiva é transversal a todo o concelho. 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Leia também...

“No Reino Unido consegui em três anos o que não consegui em Portugal em 20”

João Hipólito é enfermeiro há quase três décadas, duas delas foram passadas…

O amargo Verão dos nossos amigos de quatro patas

Com a chegada do Verão, os corações humanos aquecem com a promessa…

O Homem antes do Herói: “uma pessoa alegre, bem-disposta, franca e com um enorme sentido de humor”

Natércia recorda Fernando Salgueiro Maia.

“É suposto querermos voltar para Portugal para vivermos assim?”

Nídia Pereira, 27 anos, natural de Alpiarça, é designer gráfica há seis…