A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPF) apelou esta semana para o alargamento da gratuitidade das vacinas pneumocócicas a todos os que têm doenças respiratórias crónicas e a todas as pessoas com mais de 65 anos.

Num apelo lançado a propósito do Dia Mundial da Pneumonia, que se assinala em 12 de Novembro, a FPF defende ainda o alargamento a toda a população da comparticipação destas vacinas.

“É preciso vacinar e quando tentamos vacinar as pessoas que precisam de ser vacinadas, elas dizem: não temos dinheiro”, disse à Lusa José Alves, presidente da FPF.

Neste momento, a gratuitidade está prevista para alguns grupos de risco, mas exclui, por exemplo, as pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) ou com ­ fibrose quística.

José Alves referiu que “quando há DPOC, de toda a mortalidade, podemos dividir em quatro: um quarto para DPOC, um quarto para o cancro, um quarto para as doenças cardiovasculares e um quarto para quê? Para as pneumonias”.

Quanto à comparticipação das duas vacinas pneumocócicas (PSV 23 e PCV 13), a percentagem é de 69% para as pessoas com mais de 65 anos. A Fundação quer que passe a abranger toda a população.

“Acho que se deve alargar a todos os níveis. É uma daquelas coisas que, a curto prazo, é extremamente rentável. Continua a haver 5.000 óbitos por pneumonia, transversais em termos de idade”, disse o presidente da FPF, sublinhando que “também há uma mortalidade signi­ficativa nas pessoas mais jovens, com a pneumocócica”.

O responsável insiste que “a vacina não é contra a pneumonia, mas sim contra alguns tipos de pneumonia”, no caso contra os mais frequentes, “que são transversais em termos de idade”.

“Não há razão nenhuma para haver medicamentos terapêuticos com uma comparticipação razoável e boa e outros, como estes, que são extremamente importantes em prevenção, não terem a mesma comparticipação”, a­firmou.

O presidente da FPF considera que se trata de “um pequeno investimento” do estado que “é extremamente rentável” na prevenção porque “previne custos enormes em termos de internamento, em termos de antibióticos, em termos de perda de dias de trabalho, em termos de sequelas, em termos de perda de anos de trabalho porque as pessoas morrem”.

“Não nos podemos esquecer que morrem por dia 15 pessoas por dia com pneumonia”, acrescentou, referindo não perceber “porque é que ainda é preciso estar a debater isto”.

As doenças pneumocócicas são provocadas pela bactéria ‘Streptococcus pneumoniae’, que causa doenças como pneumonia, meningite ou septicemia.

A pneumonia obriga a cerca de uma centena de internamentos diários no Serviço Nacional de Saúde e, em média, mata uma pessoa a cada 93 minutos.

Leia também...

Faleceu o Fotógrafo que deu Luz à imagem

O fotógrafo Fernando Diniz Ferreira faleceu hoje, aos 100 anos de idade. Amanhã, pelo meio dia, o corpo vai estar em câmara ardente na…

Incêndio em habitação causa dois mortos em Santarém

Duas pessoas morreram num incêndio numa habitação em Santarém, confirmou à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) local. Segundo…

Assembleia-Geral da ACES aprova criação de Comissão Administrativa para gerir associação até novas eleições

Os associados da Associação Comercial, Empresarial e Serviços (ACES) aprovaram, em Assembleia-Geral Extraordinária realizada a 13 de Fevereiro, a criação de uma Comissão Administrativa…

Hospital Distrital de Santarém inaugura “Mural da Gratidão”

Foi inaugurado esta manhã, no átrio principal do Hospital Distrital de Santarém, o “Mural da Gratidão”, uma obra artística concebida no âmbito das comemorações…