A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade Nacional de Trânsito (UNT), intercetou um veículo pesado de passageiros a realizar transporte público de passageiros sem licenciamento, na Estrada Nacional 362, no distrito de Santarém, “no seguimento de uma denúncia recebida e após o desenvolvimento de ações de recolha e análise de informação”, informou hoje esta força de segurança em comunicado.
Segundo a nota informativa, no decurso de uma ação de fiscalização rodoviária, os militares da especialidade de trânsito abordaram o veículo que efetuava um serviço de transporte ocasional, transportando 55 passageiros.
Após verificação documental e técnica mais aprofundada, foi possível apurar “que a entidade responsável pela exploração do serviço não detinha alvará válido emitido pelo IMT para o exercício da atividade de transporte público de passageiros, e custeou aquele serviço em 2200€, correspondendo a uma taxa de 40€ por pessoa”, revela a GNR.
O transporte público de passageiros sem alvará emitido pelo IMT, IP constitui, “infração punível com coima de 5.000 euros, nos termos da legislação aplicável ao acesso à atividade no setor dos transportes rodoviários”, explica a força de segurança.
No âmbito da fiscalização especializada, foi ainda verificado que não estava a ser efetuada a descarga dos dados do aparelho de controlo (tacógrafo) com a periodicidade legalmente exigida, bem como que a organização do serviço não permitia ao condutor beneficiar do período mínimo de repouso diário regular de 11 horas num período de 24 horas, conforme previsto na legislação aplicável aos tempos de condução e repouso.
“Estas práticas colocam em causa a segurança rodoviária, comprometem a proteção dos passageiros transportados e representam uma forma de concorrência desleal face às empresas que exercem a atividade de transporte público de passageiros de forma legal e devidamente licenciada”, afirma.
A GNR apela ainda a todas as entidades que desenvolvem atividade no setor dos transportes rodoviários “para que cumpram rigorosamente as regras de licenciamento, segurança e organização do serviço”, garantindo “condições justas de concorrência” e contribuindo para “um sistema de mobilidade mais seguro para todos”, conclui.

