A Câmara Municipal da Golegã definiu a habitação, a educação e o reforço das redes de água e saneamento como prioridades do seu orçamento para 2026, que tem um valor de 23,7 milhões de euros.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do município, António Camilo, explicou que a principal fatia do investimento será dirigida à habitação, seguindo-se a conclusão de projetos no setor da educação e “intervenções estruturais nas infraestruturas hidráulicas”.
“O que agora é prioritário é a habitação”, afirmou o autarca eleito pelo movimento independente “2025 por todos”, sublinhando que o documento prevê um investimento de seis milhões de euros naquele setor em 2026.
O presidente destacou, por outro lado, que o município está a “terminar a construção da escola básica 2,3 da Golegã”, obra que envolve um investimento de 1,3 milhões de euros, a que se somam “cerca de 2,2 milhões de euros” em despesas de funcionamento da área da educação.
A autarquia prevê também intervir no Jardim de Infância e na Escola Básica de 1º ciclo, equipamentos que, segundo o presidente, “não estão em condições absolutas e merecem intervenções de fundo”.
António Camilo revelou, também, que será necessário reforçar as redes de abastecimento de água e de saneamento, sobretudo na zona de São Caetano, devido à construção do Hotel Vila Galé na Quinta da Cardiga.
“Vamos ter necessidade de fazer um investimento muito grande nessa área”, afirmou, indicando que, embora esteja prevista uma participação financeira do promotor, “a câmara também terá aí uma participação”.
A autarquia aguarda também o parecer final da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para avançar com a construção de um açude no rio Almonda.
Segundo o presidente da câmara da Golegã, o executivo quer ainda avançar com o projeto de um pavilhão multiúsos, que substituirá o atual pavilhão desportivo, construído em 1981 e considerado “obsoleto”.
A obra deverá representar um investimento de cerca de quatro milhões de euros e deverá ser construída nos próximos quatro anos.
O autarca lembra, por outro lado, que a Golegã “é uma terra turística”, prevendo “grandes investimentos” no setor, nomeadamente na área do turismo equestre, que continua a ser uma referência local.
“A Golegã é uma terra turística e nós fazemos todos os anos grandes investimentos nesta área”, afirmou, salientando também a importância do Cineteatro, reinaugurado em novembro de 2024, onde o município pretende dinamizar novas atividades culturais.
O município vai continuar a reduzir impostos em 2026. O IMI baixa de 0,34% para 0,33%, aproximando-se da taxa mínima.
“Queremos aliviar o bolso das pessoas, o bolso dos contribuintes”, sublinhou António Camilo.
No IRS, a participação municipal, atualmente nos 5%, será reduzida “meio ponto percentual por ano, até chegar aos 3%”.
O executivo prepara igualmente reduções na derrama, prevendo benefícios para empresas que mantenham ou aumentem o número de trabalhadores.
O município está também a preparar um regulamento para criar incentivos à fixação de médicos, devido à carência de clínicos na unidade de saúde local.
“Temos falta de médicos e vamos criar um regulamento para atrair médicos de família”, explicou.
O orçamento foi aprovado por maioria, com os votos favoráveis do movimento independente “2025 por todos” e a abstenção dos vereadores do PS.
