A exposição temporária ‘Manuel dos Santos e o São Martinho’ foi inaugurada ontem, dia sete de Novembro, no Museu Manuel dos Santos, na Golegã.

A mostra surgiu na sequência da inauguração do Museu Manuel dos Santos, em Fevereiro de 2025, com o objetivo de comemorar o 100.º aniversário do nascimento do matador de toiros.

“É o primeiro São Martinho a seguir à inauguração e pensámos que seria interessante fazer uma amostra da relação do meu pai com esta festividade, porque teve sempre uma relação muito próxima, desde os seus tempos de juventude”, referiu Manuel Jorge Díez dos Santos.

Manuel Jorge Díez dos Santos recordou ainda os momentos da vida do seu pai em que a pé, assista à passagem dos cavalos e das atrelagens, bem como abria as portas da Quinta Guadalupe a toda a população que quisesse conhecê-la, oferecendo aguapé e castanhas assadas. Algo que esta exposição lhe permitiu reviver.

“Foi recordar os meus anos de criança e ver em anos anteriores, antes de eu nascer, como funcionavam as coisas”, confidenciou.

Constituída por fotografias, fotos de jornais, peças e audioguias, a presente exposição pretende alcançar um público diversificado, focando-se numa experiência personalizável.

“Teremos a funcionar no museu e também na exposição, um sistema de audioguia em Português, Espanhol, Francês e Inglês, para que todas as pessoas possam fazer a sua visita mais personalizada, ao seu ritmo, e para que possamos também alcançar um público maior”, explicou Madalena dos Santos.

A cerimónia contou com a presença da família de Manuel dos Santos, António Camilo (presidente da Câmara Municipal da Golegã), Diogo Rosa (vice-presidente da Câmara Municipal da Golegã), Carlos Santana (presidente da Junta de Freguesia da Golegã), Nélson Cunha (presidente da Câmara Municipal do Entroncamento) e várias outras entidades e personalidades regionais.

“Foi um marco importante na Golegã” destacou António Camilo que salientou ainda o impacto que as comemorações do centenário de Manuel dos Santos tiverem a nível nacional e internacional.

Relativamente à Feira Nacional do Cavalo, o autarca adiantou que a candidatura do certame a Património Cultural Imaterial da Humanidade já foi entregue ao Ministério da Cultura, com a oficialização da mesma a ser anunciada em breve.

“O ambiente que se vive na Feira da Golegã é único no mundo. Ouvir os cascos dos cavalos, sentir o cheiro das castanhas assadas, é muito importante”, afirmou.

Por último, António Camilo deixou uma mensagem aos visitantes da feira.

“A Golegã é de todos. Contar com a vossa presença também dá prestígio à Feira Nacional do Cavalo”, reconheceu.

A exposição “Manuel dos Santos e o São Martinho” vai estar aberta ao público durante a Feira Nacional do Cavalo, de sete a 16 de Novembro, no Largo da Imaculada Conceição, frente à Igreja Matriz da vila.

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