O presidente da Câmara Municipal da Golegã afirmou hoje que a construção de um novo picadeiro coberto deve arrancar entre dezembro e janeiro próximos, tratando-se de “uma aposta estratégica” do município para reforçar a sua ligação aos desportos equestres.

António Camilo disse à agência Lusa que o investimento, integrado na estratégia da HIPPOS (Centro de Alto Rendimento de Desportos Equestres), pretende consolidar a posição da Golegã como “referência nacional e internacional no mundo equestre”, dotando o concelho de “infraestruturas modernas capazes de responder às exigências da alta competição”, mas também da formação e da realização de eventos de elevado nível.

“O investimento no picadeiro coberto representa uma aposta estratégica para o concelho, reforçando a nossa posição ligada ao cavalo e aos desportos equestres”, afirmou.

Segundo o autarca, o equipamento permitirá criar melhores condições para atletas, treinadores e equipas técnicas ao longo de todo o ano, ultrapassando a limitação atual do HIPPOS, que funciona ao ar livre.

“O objetivo principal é criar melhores condições independentemente das condições climatéricas, permitindo aumentar a capacidade de acolhimento de estágios, provas nacionais e internacionais e iniciativas de formação especializada”, acrescentou.

O investimento global está estimado em cerca de dois milhões de euros, estando já assegurado um financiamento entre 1 e 1,2 milhões de euros através do Comité Olímpico de Portugal.

A autarquia procura agora soluções para garantir os cerca de 800 mil euros em falta, admitindo recorrer a novos investidores ou contratos-programa. Caso não seja possível assegurar o montante, o projeto poderá avançar por fases.

António Camilo reconheceu que o município não dispõe, para já, de capacidade financeira para suportar a totalidade do investimento, garantindo, contudo, que a obra irá avançar de forma “responsável e transparente”.

O projeto encontra-se atualmente em fase de elaboração, estando a autarquia a proceder a ajustamentos financeiros e a desenvolver esforços para captar financiamento adicional que permita executar a obra conforme previsto.

Quanto ao calendário, o autarca admitiu que a construção possa arrancar entre dezembro deste ano e janeiro do próximo, após conclusão do processo de projeto e financiamento, estimando um prazo de execução entre nove meses e um ano.

O novo picadeiro será preparado para acolher competições internacionais, incluindo bancadas, áreas técnicas, espaços para comunicação social e outras infraestruturas de apoio.

António Camilo destacou ainda o impacto económico esperado, defendendo que a infraestrutura permitirá aumentar a realização de eventos ao longo de todo o ano, impulsionando o turismo e o comércio local.

“Com um picadeiro desta envergadura, haverá eventos praticamente todos os fins de semana, o que será importante para dinamizar a economia local e atrair turistas, em particular estrangeiros”, afirmou.

Segundo o autarca, o equipamento deverá dispor inicialmente de bancadas com capacidade para cerca de 250 espetadores, podendo esse número vir a ser ajustado.

A Golegã é reconhecida como “capital do cavalo” em Portugal, sendo a fileira equestre um dos principais eixos de desenvolvimento económico e turístico do concelho.

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